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O exercício, que concluiu hoje com as atividades de encerramento e clausura, constituiu uma instância de grande relevância para o fortalecimento da cooperação internacional, a interoperabilidade e a coordenação de capacidades destinadas a enfrentar a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU) e outras ameaças e atividades ilícitas que afetam a segurança marítima.
Nesse sentido, o GALAPEX permitiu integrar capacidades de diferentes Estados e organismos em um cenário orientado para a vigilância e controle do domínio marítimo, a coordenação de operações, as inspeções de navios, as comunicações e a resposta a situações complexas que exigem uma ação coordenada entre diferentes autoridades.
A experiência argentina, a serviço da cooperação internacional
A participação da Prefeitura Naval Argentina teve como uma de suas principais contribuições a experiência operacional adquirida durante décadas na prevenção, detecção e controle da pesca IUU, particularmente no acompanhamento de frotas pesqueiras estrangeiras que operam nas proximidades do limite exterior da Zona Econômica Exclusiva Argentina.
Nesse aspecto, a Instituição desenvolve um sistema integral de controle da atividade pesqueira que combina vigilância, informação marítima e desdobramento operacional, constituindo-se em um ator chave para prevenir incursões de navios estrangeiros e contribuir para o cumprimento da normativa pesqueira, a segurança da navegação e a proteção do ambiente marinho.
Nesse sentido, a experiência fornecida durante o GALAPEX permitiu compartilhar procedimentos, lições aprendidas e critérios operacionais desenvolvidos a partir da experiência argentina diante de uma problemática que, por sua natureza transnacional, requer respostas que excedem as capacidades individuais de cada Estado.
A Prefeitura também contribuiu para o intercâmbio de conhecimentos vinculados à identificação de comportamentos suspeitos, análise de informações marítimas, inspeção e controle de navios e coordenação entre centros de operações e unidades desdobradas.
Além da pesca ilegal
Uma das principais contribuições do exercício foi permitir analisar a pesca IUU não como um fenômeno isolado, mas em sua possível vinculação com outras atividades ilícitas e ameaças à segurança marítima.
Nesse contexto, o GALAPEX permitiu abordar cenários relacionados com o conhecimento do domínio marítimo, a identificação de navios de interesse, a coleta e análise de informações provenientes de diferentes fontes e a coordenação de respostas diante de situações que podem envolver crimes conexos.
A experiência da Prefeitura, que concentra essas capacidades em sua condição de Autoridade Marítima e força de segurança especializada em segurança da navegação, polícia judiciária, proteção ambiental, controle pesqueiro e cooperação internacional, constitui uma ferramenta particularmente valiosa para enfrentar esse tipo de ameaças.
Interoperabilidade e conhecimento do domínio marítimo
Durante o exercício, destacou-se especialmente a importância de construir uma imagem operacional comum, integrando informações procedentes de diferentes fontes e permitindo que as diferentes instituições participantes disponham de uma visão compartilhada da situação marítima.
Nesse âmbito, o conhecimento da Prefeitura no emprego de sistemas de vigilância e acompanhamento de navios, juntamente com suas capacidades operacionais e de análise, permitiu fornecer uma perspectiva baseada na experiência real de controle de espaços marítimos de grande extensão.
A cooperação entre autoridades marítimas, forças de segurança e organismos especializados constitui uma ferramenta fundamental para detectar padrões de comportamento, identificar situações de interesse e orientar os meios disponíveis para aqueles navios ou atividades que requerem uma intervenção.
Um exercício com projeção regional
A dimensão alcançada pelo GALAPEX IV 2026 demonstra que a luta contra a pesca IUU e as atividades ilícitas vinculadas ao âmbito marítimo constitui um desafio que requer cooperação internacional permanente.
A convocação de numerosos Estados e organismos internacionais reflete a necessidade de consolidar mecanismos que permitam compartilhar informações, harmonizar procedimentos e melhorar a capacidade de resposta conjunta diante de ameaças que transcendem as fronteiras nacionais. A organização equatoriana havia previsto a participação de 19 países nesta edição.
Para a Prefeitura, a participação no GALAPEX IV representa ainda uma oportunidade para projetar internacionalmente as capacidades e conhecimentos desenvolvidos pela Instituição, ao mesmo tempo que permite incorporar experiências de outras autoridades marítimas e forças participantes.
O intercâmbio profissional desenvolvido durante o exercício contribui assim para fortalecer os vínculos institucionais e gerar procedimentos cada vez mais compatíveis para o desenvolvimento de operações coordenadas.
Com a finalização do GALAPEX IV 2026, a Prefeitura Naval Argentina reafirma seu compromisso com a cooperação internacional, o intercâmbio de informações e a interoperabilidade como ferramentas chave para a proteção dos recursos marinhos, a segurança da navegação e a luta contra a pesca IUU e as atividades ilícitas conexas.
A experiência adquirida no controle dos espaços marítimos argentinos e o conhecimento desenvolvido durante décadas de operações constituem uma contribuição concreta aos esforços internacionais destinados a garantir um oceano mais seguro, sustentável e sujeito ao cumprimento da normativa internacional.

