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O Presidente do Chile, José Antonio Kast, garantiu que não exigirá de seu homólogo argentino, Javier Milei, a revogação do Decreto 457/2021. O referido documento questiona a soberania chilena sobre o Estreito de Magalhães e sugere um "controle conjunto" da rota bioceânica, que se posiciona como uma via alternativa para os navios devido às restrições de trânsito vigentes no Canal do Panamá. A intervenção de Kast enquadra-se na véspera da reunião bilateral que ambos os líderes terão no Palácio de La Moneda durante o dia 3 de setembro. Em relação ao encontro, o presidente chileno garantiu que não solicitará a anulação do decreto, argumentando que a soberania do Estreito de Magalhães está estabelecida nos tratados internacionais de 1881 e 1984. "Nós não vamos exigir do presidente Milei a assinatura (revogação) desse decreto porque os tratados internacionais estabelecem muito bem a soberania do Chile sobre o Estreito de Magalhães, isso está claríssimo, não há nenhuma dúvida de quem tem o controle e a soberania sobre o Estreito de Magalhães", indicou. Além disso, o mandatário explicou que "não é um debate de quem é mais patriota por quem levanta a voz mais forte. Fatos e não palavras, aqui estamos no Estreito de Magalhães que é chileno, acredito que aprofundar a discussão não tem maior sentido, é algo que vai acontecer, mas não necessariamente um tem que exigir de um presidente quando ele vem à nação, dizer 'eu exijo isso'". Continuando com a próxima bilateral, Kast afirmou que a soberania da passagem patagônica está "resolvida" e criticou o ex-presidente da Argentina, Alberto Fernández, já que foi sua administração que assinou o polêmico documento. "Amanhã teremos uma reunião com o presidente Milei, onde falaremos de diferentes temas. Este tema está resolvido, para além da assinatura que põe fim a um decreto que o senhor Fernández (Alberto) assinou". Finalmente, o presidente reiterou a soberania do Chile sobre a rota da passagem marítima, assinalando que "o que posso reiterar é que o Estreito de Magalhães é chileno e que a Argentina não tem e jamais terá controle sobre o estreito", encerrou José Antonio Kast. Vale lembrar que a crise diplomática iniciada entre Buenos Aires e Santiago teve sua origem após as afirmações do general da Força Aérea da Argentina, Gustavo Valverde, que garantiu que o país da costa atlântica deve fazer presença em Magalhães, pois é uma chave bioceânica.

