• 4 min de lectura
• 4 min de lectura
O Governo de Tucumán informou sobre a reativação do desvio ferroviário do Ingenio Cruz Alta, uma obra executada integralmente pela Compañía Azucarera Los Balcanes que recuperou uma infraestrutura que permaneceu sem atividade por mais de 45 anos e que permitirá conectar a produção da empresa com os portos argentinos de Campana e Rosario.
"A entrada em funcionamento do desvio permitirá vincular diretamente a produção de açúcar com os portos de Campana e Rosario, otimizando a logística e fortalecendo a capacidade exportadora do setor. A infraestrutura foi projetada para movimentar uma média de 60.000 toneladas anuais de açúcar bruto, tanto a granel quanto em big bags", comunicou o governo da província argentina.
O projeto, desenvolvido com engenharia da IETSA, contemplou a construção de mais de dois quilômetros de vias novas, preparadas para composições de dez vagões de bitola larga; mais de 1.000 metros cúbicos de aterros; uma plataforma logística superior a 4.500 metros quadrados; pavimento de concreto na área de carga; dois aparelhos de via e um novo sistema de segurança.
"Los Balcanes e Ledesma colocam um ramal em funcionamento que vai conectar a produção de Tucumán com os portos e, de lá, com o mundo. Sinto uma enorme satisfação e agradecimento porque há questões, como a conectividade, nas quais o Estado deve estar presente. Não basta produzir, também é preciso vender essa produção e chegar aos mercados internacionais, porque isso significa divisas, receitas para nossa província e nossa região, e se traduz em bem-estar para a comunidade", afirmou Miguel Ángel Acevedo, vice-governador da Província de Tucumán.
"Essas empresas decidiram apostar na infraestrutura e investir, e isso é fundamental. Temos que trabalhar coordenadamente porque queremos o mesmo objetivo: que Tucumán cresça, que o Norte se desenvolva e que nossa gente tenha trabalho e possa se desenvolver com dignidade", complementou.
Além disso, Acevedo valorizou a recuperação da ferrovia como ferramenta para projetar o desenvolvimento provincial. "É um dia histórico, não porque recuperamos algo do passado, mas porque olhamos para o futuro. Isso significa crescimento, esperança e desenvolvimento para Tucumán e a região", sublinhou.
"O Estado não gera riqueza por si mesmo; quem a gera são a atividade produtiva e as empresas privadas. Nós, como Estado, temos que gerar as condições para que essas empresas funcionem, trabalhem e se desenvolvam. Em momentos difíceis, temos que trabalhar de forma coordenada e nos apoiar uns aos outros", ampliou.
Por sua vez, o secretário de Estado de Produção da Província de Tucumán, Eduardo Castro, afirmou que "são mais de dois quilômetros de vias novas e foi uma obra que demandou muito trabalho. Para Tucumán significa um avanço para a produção, sobretudo para nossa principal economia regional, que é o açúcar. Isso nos permitirá levar a produção para os portos e, de lá, para diferentes lugares do mundo".
Castro explicou ainda que o aumento das exportações contribui para o equilíbrio do mercado açucareiro. "Todo o açúcar exportado é bem-vindo porque diminui a quantidade que fica no mercado interno e isso ajuda a fortalecer seu preço. É preciso aplaudir esse tipo de iniciativa e de obras", acrescentou.
"Acredito que esta é a primeira obra com essas características que se faz em Tucumán e que virão outras. Os industriais podem tomar este modelo para escoar não apenas açúcar, mas também limão, morango e outras produções. É um avanço para a indústria tucumana e, sobretudo, para o transporte, que tem uma incidência muito importante nos custos", acrescentou.
Enquanto isso, a diretora Executiva da Compañía Azucarera Los Balcanes, Catalina Rocchia Ferro, destacou que "sou uma apaixonada pela atividade açucareira e por sua história. Para mim, representa identidade construída sobre trilhos, representa trabalho e também a possibilidade de fazer alianças com empresas como Ledesma. Isso é chave para o setor e para sua profissionalização", manifestou.
"Precisamos ser competitivos, sobretudo na hora de exportar. Ter concretizado este ramal nos oferece uma vantagem importante em termos de fretes, levando em conta a distância que temos em relação aos portos. Poder carregar diretamente aqui, da produção ao vagão, representa uma economia de recursos e nos permite ganhar competitividade", concluiu.

