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Os principais sindicatos ligados à atividade agroexportadora e logística da província de Santa Fe, Argentina, analisaram a situação produtiva do corredor San Lorenzo – Puerto General San Martín.
Os dirigentes concordaram na necessidade de coordenar medidas operacionais diante do constante fluxo de carga que circula pela rota, identificada como chave para a entrada de divisas para o país sul-americano.
A aliança foi concretizada durante uma reunião estratégica realizada na sede do Sindicato Único de Portuários Argentinos (Supa) de Puerto General San Martín, com a participação de representantes do transporte, estiva e construção.
Participaram do encontro Aníbal Cabrera, secretário-geral do Supa Puerto General San Martín; Sergio Aladio, presidente do Sindicato de Caminhoneiros de Santa Fe; Carlos Boher, delegado regional da União Operária da Construção da República Argentina (Uocra); Mariano Del Sonno, secretário-geral do Supa San Lorenzo; e Marcelo Osores, secretário-geral da Federação de Estivadores Portuários Argentinos (Fepa).
O peso operacional do complexo reflete-se nas estatísticas da Bolsa de Comércio de Rosário correspondentes à campanha agrícola 2024/2025. Das 136 milhões de toneladas de grãos colhidas na Argentina, 93 milhões foram despachadas através dos terminais deste nó fluvial.
Em linha com o exposto, o transporte rodoviário foi o pilar da distribuição, já que 76,6% da carga chegou em caminhões (cerca de 1,7 milhão de viagens por ano, com um máximo diário de 10.000 veículos), enquanto 16,3% o fez por ferrovia e 7,1% por meio de barcaças.
Essa intensidade logística exigiria respostas diretas em termos de transitabilidade e manutenção. O Sindicato dos Caminhoneiros apontou como prioridades a segurança nos acessos rodoviários, a capacitação dos motoristas e a melhoria das condições de trabalho.
Por sua vez, a inclusão da Uocra busca garantir a execução e conservação da infraestrutura crítica, que abrange desde terminais marítimos e plantas industriais até depósitos e rotas de acesso.
O acordo sindical ganha maior relevância diante das projeções para o ciclo 2025/2026. As estimativas preveem uma colheita recorde de milho de 71,7 milhões de toneladas - 20% a mais que o máximo histórico anterior - e um máximo de exportações do cereal de 10 milhões de toneladas entre agosto e setembro.
Diante dessa maior pressão sobre a cadeia de suprimentos, a nova mesa sindical buscará garantir a fluidez dos embarques e a segurança operacional em toda a zona portuária.

