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O encontro foi promovido e organizado pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) e ocorreu na cidade do Rio de Janeiro de 9 a 11 de setembro. A delegação argentina foi composta pelo Diretor de Tráfego Marítimo, Fluvial e Lacustre, prefeito-geral Néstor Alberto Kiferling, pela Unidade Fiscal de Investigações em Matéria Ambiental (UFIMA), Dra. Romina Hachman e pela Promotoria Ambiental da Terra do Fogo, Dr. Eduardo Urquiza.
A participação da Força teve como uma de suas principais contribuições a experiência operacional adquirida durante décadas na prevenção, detecção e controle da pesca INDNR, particularmente no acompanhamento de frotas pesqueiras estrangeiras de águas distantes que operam nas proximidades do limite exterior da Zona Econômica Exclusiva Argentina.
Por outro lado, foram realizados encontros bilaterais, cujas mesas de trabalho específicas permitiram descrever as tecnologias aplicadas à vigilância e monitoramento, bem como identificar os desafios operacionais, abordar análises de casos e verificar as modalidades criminosas de interesse regional, fortalecer contatos e favorecer o intercâmbio de informações. Da mesma forma, foram estabelecidos acordos e linhas de trabalho para avançar na coordenação e investigações que apresentem componentes transnacionais.

Nesse aspecto, cabe lembrar que a Instituição desenvolve um sistema integral de controle da atividade pesqueira que combina vigilância, informação marítima e desdobramento operacional, constituindo-se em um ator chave para prevenir incursões de navios estrangeiros e contribuir para o cumprimento da normativa pesqueira, a segurança da navegação e a proteção do ambiente marinho.
É importante destacar que o trabalho da Prefeitura representa um modelo a ser seguido pelos países presentes, a partir da experiência argentina diante de uma problemática que, por sua natureza transnacional, requer respostas que excedem as capacidades individuais de cada Estado. Nesse sentido, os representantes das delegações nacionais da Colômbia, Equador, Peru, Uruguai e Brasil como país anfitrião, ressaltaram o compromisso da força e os conhecimentos fornecidos.
A cooperação e interoperabilidade obtida no encontro entre Promotorias Ambientais, autoridades marítimas, forças de segurança e organismos especializados presentes, constitui uma ferramenta fundamental para desencorajar essas práticas criminosas na região. A dimensão alcançada pela CORLAC demonstra que a luta contra a pesca INDNR e as atividades ilícitas ambientais constituem um desafio que requer cooperação internacional permanente.


