Cinco municípios do corredor logístico reúnem 10,6 mil estabelecimentos familiares; retomada da navegação busca reduzir custos e melhorar o escoamento da produção regional
Publicado em 03/11/2026 10:34
Por meio do programa HN-500, também está prevista a capacitação de comunidades e pequenos produtores para atividades de recepção e escoamento da produção agrícola pelo rio. Foto: SG Denis Rocha/ Marinha do Brasil
A reativação da Hidrovia do São Francisco, em estudo pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), poderá ampliar as alternativas de escoamento da produção agrícola e facilitar o acesso da agricultura familiar a novos mercados. Cinco municípios do corredor logístico entre Minas Gerais, Bahia e Pernambuco reúnem 10.628 estabelecimentos familiares, o equivalente a 63,87% do total de estabelecimentos agropecuários desses municípios.
Os dados são do Censo Agropecuário 2017 (último censo disponibilizado), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disponibilizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Ao todo, Petrolina (PE), Juazeiro (BA), Ibotirama (BA), Sobradinho (BA) e Pirapora (MG) somam 16.639 estabelecimentos agropecuários. O painel da Embrapa apresenta essas informações sobre a base cartográfica municipal de 2022.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a retomada da hidrovia deve considerar também as necessidades dos pequenos produtores. “Queremos ampliar as opções de transporte para que a produção do interior chegue a mais mercados e com menor custo. Na retomada da Hidrovia do São Francisco, precisamos criar condições para que os agricultores familiares também possam utilizar essa infraestrutura e ampliar suas oportunidades de renda”, afirmou.



