
Durante o 12º Seminário Hidrovia Já, promovido pela Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos (AEAS), na quarta-feira (21), em Santos (SP), o diretor de Gestão Hidroviária do Ministério de Portos e Aeroportos, Eliezé Bulhões, destacou as ações da pasta para fortalecer a infraestrutura hidroviária, melhorar as condições de embarque e desembarque e garantir a segurança da navegação.
Entre 2023 e 2025, o Ministério destinou R$ 1,297 bilhão em pagamentos à infraestrutura hidroviária, sendo R$ 529,78 milhões em 2025. A participação ocorreu por videoconferência, com a palestra "Os 900 dias da Secretaria Nacional de Hidrovias".
Os recursos abrangeram a construção, a operação e a manutenção de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), a operação e a recuperação de eclusas e as dragagens de manutenção. Entre as entregas estão as IP4 de Barcelos, Envira, Itacoatiara e Parintins, no Amazonas, e de Juruti e Oriximiná, no Pará, que oferecem estrutura para o embarque e o desembarque de passageiros e mercadorias.
"Para quem depende dos rios, a infraestrutura hidroviária faz parte da rotina: é por onde chegam os alimentos, a produção segue para os mercados e as pessoas acessam serviços. Nosso trabalho é melhorar as condições desses deslocamentos, com obras e manutenção que atendam às necessidades de cada região", afirmou Eliezé Bulhões.
O diretor também abordou a operação das eclusas, que permitem às embarcações superar diferenças de nível nos rios, e as dragagens, que retiram sedimentos para manter as condições de navegação. As ações incluem ainda a cartografia, com informações para orientar os percursos, e o planejamento das intervenções nas hidrovias.
Na área de segurança, o diretor abordou o Projeto de Cartografia Hidroviária Nacional (ProCartHidro), voltado à atualização contínua das cartas náuticas que orientam os navegantes. A iniciativa prevê parceria com a Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil, com atuação inicial nos rios Madeira, Amazonas, Tocantins e Paraguai.
A proposta articula a produção de dados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), com apoio de empresas contratadas, à homologação e à atualização das cartas pela autoridade marítima. Essas informações ajudam os navegantes a acompanhar mudanças nos canais, especialmente em trechos sujeitos a encalhes e restrições operacionais.
A palestra também tratou da avaliação de 12 vias navegáveis, considerando infraestrutura, auxílios à navegação e aspectos sociais, econômicos e ambientais. O diagnóstico orienta a identificação de necessidades de intervenção, como melhorias na sinalização, na cartografia e no monitoramento dos rios.
O seminário reuniu especialistas, autoridades e representantes do setor portuário para discutir o transporte de passageiros e cargas e a integração entre os municípios da Baixada Santista.

