
O papel da engenharia no desenvolvimento das hidrovias brasileiras foi tema de palestra do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), nesta terça-feira (20), para estudantes de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Goiás (UEG), em Anápolis (GO). Ministrada pelo diretor de Gestão Hidroviária da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), Eliezé Bulhões, a atividade integrou a XXI Semana da Engenharia Civil (Semec), no Campus de Ciências Exatas e Tecnológicas Henrique Santillo.
"A política hidroviária busca ampliar as alternativas de transporte da produção e melhorar a vida de quem depende dos rios. Levar esse debate à universidade é mostrar aos futuros engenheiros como seu conhecimento pode contribuir para uma navegação mais segura, reduzir custos de transporte e melhorar o acesso das comunidades", afirmou Eliezé Bulhões.
O MPor, por meio da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, atua na formulação de políticas e no planejamento da infraestrutura hidroviária para ampliar as alternativas de transporte de cargas e passageiros. Essa atuação envolve melhorar as condições de navegação e a integração dos rios com outros modos, considerando tanto o escoamento da produção quanto as necessidades das comunidades que dependem do transporte fluvial.
As hidrovias permitem transportar grandes volumes de cargas, como grãos, minérios e combustíveis, conectando áreas produtoras a terminais e portos. Integradas a rodovias e ferrovias, ampliam as alternativas para o escoamento da produção. Na Amazônia, os rios também são essenciais ao deslocamento da população e à chegada de alimentos, medicamentos e outros produtos às comunidades ribeirinhas.
O aproveitamento desses caminhos depende de planejamento e de condições adequadas de navegação. Nesse processo, a engenharia contribui com estudos sobre o comportamento dos rios, projetos de infraestrutura, dragagem, sinalização e monitoramento dos canais, considerando as variações dos níveis de água e as características ambientais de cada região.
Para João Pedro Carvalho Caldeira, estudante do quarto período de Engenharia Civil, a palestra ampliou sua compreensão sobre a capacidade das hidrovias brasileiras e seu potencial para a competitividade da produção nacional. "São gigantescas as possibilidades, principalmente a redução de custos do transporte de grãos e minérios. Isso tem a capacidade de reduzir nossos custos de produção e escoamento e tornar nossa carga ainda mais competitiva. Foi uma aprendizagem que a gente não vê na sala de aula, muito enriquecedora de conhecer", destacou.

