Leilão está marcado para 9 de dezembro, em São Paulo; empreendimento prevê R$ 147 milhões em investimentos e geração de 60 postos de trabalho
Publicado em 06/11/2026 19:32
Investimentos serão destinados à movimentação e ao armazenamento de granéis sólidos minerais, como fertilizantes - Imagem: Divulgação/Porto do Itaqui
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) realizará, em 9 de dezembro, na B3, em São Paulo, o leilão do terminal IQI16, no Porto do Itaqui (MA). O projeto prevê R$ 147,01 milhões em investimentos privados para implantar e explorar uma estrutura especializada na movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais, com foco em fertilizantes.
No primeiro semestre de 2026, o Porto do Itaqui movimentou 6,58 milhões de toneladas, com destaque para granéis sólidos, como soja; granéis líquidos, como derivados de petróleo; e carga geral, como celulose. Nesse contexto, o novo terminal, que terá área de 21.765 m², irá contribuir para fortalecer o escoamento de cargas pelo Arco Norte.
Para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, o empreendimento amplia a infraestrutura disponível para uma carga estratégica e reforça o papel do Porto do Itaqui na logística da região. “Estamos ampliando a capacidade do porto para receber e movimentar fertilizantes, com investimentos em armazenagem, equipamentos e eficiência operacional. É uma infraestrutura importante para fortalecer o Arco Norte e dar mais condições para o escoamento e o abastecimento das cadeias produtivas atendidas pelo Porto do Itaqui”, destacou.
Estrutura e operação
A empresa vencedora do certame será responsável pela ampliação e modernização da infraestrutura do terminal, com investimentos em equipamentos e estruturas para movimentação, armazenagem, recepção e expedição de cargas. O contrato terá prazo de 25 anos, com possibilidade de prorrogação até o limite de 70 anos.
Entre as intervenções previstas, estão a aquisição de guindastes, moegas e balanças rodoviárias, além da implantação de estrutura de armazenagem com capacidade estática mínima de 70 mil toneladas. O projeto também prevê sistemas de recepção e expedição com capacidade efetiva de 300 toneladas por hora, controle de entrada e saída integrado aos sistemas da Autoridade Portuária e adequações nas áreas de circulação e estacionamento de caminhões.
Quando estiver em operação, o terminal deverá gerar 60 postos de trabalho nas áreas administrativa, ambiental, de manutenção e operacional.



