
Port Tarragona defende a governança colaborativa porto-cidade em Dunquerque
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- Port Tarragona defensa la necessitat de promoure models de governança col·laborativa en la gestió dels espais de port-ciutat
- Port Tarragona defiende los modelos de gobernanza colaborativa en la gestión de los espacios puerto y ciudad
- Puerto-ciudad. Port Tarragona defiende en la World Conference on Cities & Ports una gobernanza colaborativa de los espacios puerto-ciudad
O Port Tarragona participa esta semana na 21ª edição da World Conference on Cities & Ports, organizada pela Associação Internacional de Portos e Cidades (AIVP) em Dunquerque, França. Uma delegação da Autoridade Portuária de Tarragona está presente no encontro com o objetivo de estreitar laços com outros portos e instituições ligadas à gestão dos espaços porto-cidade, partilhar experiências e reforçar o seu posicionamento como porto pioneiro na abertura dos seus espaços à cidade. A entidade aproveitou o evento para defender a necessidade de promover modelos de governança colaborativa que facilitem a coordenação entre as diferentes administrações públicas com competências nestes espaços.
Delegação e encontros
A delegação do Port Tarragona é chefiada pelo seu presidente, Santiago J. Castellà, e inclui o chefe do departamento de Relações Externas, Joan Basora; o chefe da área de Domínio Público e Serviços Jurídicos, Josep Lluís Díez; e a chefe de divisão de Porto-Cidade, Teresa Jacas. No âmbito da conferência, foram realizados encontros com representantes de portos de todo o mundo e com instituições que trabalham pela integração de portos e cidades, entre eles Édouard Philippe, até agora presidente da AIVP e presidente do Porto de Le Havre, e Olga Farman, nova presidente da AIVP e presidente do Porto de Quebec.
A palestra sobre terminais de passageiros
No âmbito do evento, Josep Lluís Díez proferiu a palestra 'As estações marítimas de cruzeiros e ferries: rumo a uma interface porto-cidade ampliada', dentro do painel 'Construindo quadros de governança para a interface cidade-porto: das normas à prática'. Díez explicou que a evolução dos terminais de passageiros para modelos mais abertos e conectados com a cidade fez com que estes espaços já não se dediquem exclusivamente às operações portuárias, passando agora a incluir também atividades turísticas, comerciais e urbanas.
Um novo quadro jurídico
Segundo explicou Díez, esta transformação funcional evidencia que o modelo jurídico tradicional, baseado na separação estrita entre o porto e a cidade, se revela insuficiente, uma vez que coloca desafios relacionados com a convivência de usos do domínio público portuário, o ordenamento urbanístico e a coordenação de competências entre administrações. Por isso, defendeu a necessidade de criar uma nova categoria dentro da tipologia de espaços portuários, a interface porto-cidade ampliada, que exigiria modelos de governança colaborativa que integrem as autoridades portuárias, os municípios e os operadores privados, de forma a dar uma resposta mais adaptada à realidade dos terminais contemporâneos.
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