• A segunda das conferências do 125º aniversário da Autoridade Portuária aborda questões como a variante ferroviária de San Gabriel ou a Conexão ao Corredor Mediterrâneo
  • O próximo evento será a cargo do diretor do MUBAG e versará sobre a estreita relação entre o Porto e a Arte

Alicante – 05/novembro/2026. Segunda conferência realizada por ocasião do 125º aniversário da Junta de Obras e Serviços do Porto de Alicante.

Sob o título de “A contribuição do porto para Alicante. Conexões ferroportuárias e integração urbana”, o professor da Universidade de Alicante, Armando Ortuño, analisou questões como a necessidade do Corredor Mediterrâneo, ou a prolongação da variante de Torrellano e o acesso dos trens de carga ao porto.

O titular de Território, Transporte e Meio Ambiente do Departamento de Engenharia Civil fez um percurso pela estreita relação que, ao longo dos séculos, mantiveram o porto e a cidade de Alicante, prestando especial atenção à incidência das infraestruturas ferroviárias no desenvolvimento econômico e na configuração urbana da capital alicantina.

Armando Ortuño Padilla situou as origens da relevância portuária de Alicante na Idade Média, recordando referências históricas que já destacavam seu caráter estratégico no século XIII. A importância do porto voltou a ser refletida em 1490, com a concessão a Alicante do título de cidade e as referências expressas à relevância de sua baía, seu cais e sua atividade mercantil.

A partir deste ponto, a conferência percorreu diferentes etapas da evolução de Alicante, mostrando como o crescimento do porto, a chegada e expansão da ferrovia e a transformação da cidade estiveram estreitamente vinculados. Plantas históricas, dados sobre o movimento de mercadorias e documentação sobre o desenvolvimento das redes ferroviárias permitiram ilustrar esta evolução desde o século XIX até a atualidade.

Especial atenção recebeu a conexão ferroviária com as instalações portuárias e sua incidência sobre a fachada marítima. Durante boa parte do século XX, as vias ferroviárias fizeram parte da paisagem urbana, com conexões que chegavam até os cais e percorriam espaços tão reconhecíveis como o Postiguet e o entorno de Canalejas.

A intervenção também abordou as distintas propostas apresentadas ao longo das últimas décadas para reorganizar as infraestruturas ferroviárias e melhorar sua integração na cidade. Neste contexto, Armando Ortuño Padilla revisou diferentes planejamentos urbanísticos desde a segunda metade do século XX, assim como a evolução dos traçados ferroviários e sua influência na transformação da frente marítima alicantina.

A apresentação concluiu com um olhar para o futuro da conectividade ferroviária de Alicante e sua relação com o porto, tomando como referência a rede ferroviária futura contida no rascunho do Plano Geral Estrutural de Alicante de 2026.

Com esta conferência, a Autoridade Portuária de Alicante continua desenvolvendo o programa comemorativo de seu 125º aniversário, uma efeméride que permite aproximar da sociedade a história do porto e, ao mesmo tempo, refletir sobre seu papel no desenvolvimento econômico, urbano e territorial de Alicante.

125 anos olhando para o futuro

O ciclo de conferências organizado por ocasião do aniversário reúne distintas perspectivas sobre a história e evolução do Porto de Alicante, valorizando sua vinculação com a cidade e sua contribuição para o desenvolvimento de Alicante durante mais de um século.

Sob o título de “O MUBAG: um espaço de arte aberto ao Porto de Alicante”, o próximo evento será na quinta-feira, 12 de novembro, com Jorge A. Soler Díaz, doutor em História, arqueólogo e diretor do Museu de Belas Artes de Alicante.

A entrada é livre até completar a capacidade.