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A Associação de Exportadores (Adex) e Perucámaras assinaram um acordo de cooperação interinstitucional a fim de fortalecer as capacidades empresariais e contribuir para o desenvolvimento do comércio exterior no território nacional, considerando que 67% das exportações provêm da costa.
Atualmente, observa-se uma grande concentração dos despachos para o exterior em regiões com projetos de mineração e cadeias agroindustriais de escala, enquanto outras dependem de atividades produtivas menores com poucos produtos e, em vários casos, com maiores restrições logísticas e menor transformação industrial.
Nesse sentido, o convênio permitirá que os integrantes das diferentes cadeias produtivas do interior do país acessem informações, assistência técnica e serviços especializados, bem como participem de programas acadêmicos orientados a consolidar suas capacidades e competitividade nos mercados internacionais.
Após a assinatura do acordo, o presidente da Adex, César Tello Ramírez, lembrou que, em 2025, de todo o tecido empresarial peruano, 99% eram micro, pequenas e médias empresas (mipymes), das quais 2.589 deixaram de exportar por diversos motivos; delas, um conjunto de 2.033 eram microempresas.
"A Adex, com sua experiência e especialização, está disposta a apoiar as câmaras regionais por meio de capacitações e workshops direcionados aos seus integrantes, com o propósito de contribuir para que estejam melhor preparados para competir nos mercados internacionais", comentou.
Por sua vez, o presidente da Perucámaras, Oscar Zapata Alcázar, destacou que o potencial exportador do Peru está em todo o território, por isso o desafio é gerar as condições para que mais empresas, produtores e empreendedores possam crescer, incorporar valor e chegar a novos mercados.
"Das câmaras regionais, temos uma oportunidade muito concreta para aproximar dados, ferramentas e conexões que ajudem a tornar isso possível. Este convênio com a Adex nos permitirá avançar nessa direção", afirmou.
De acordo com dados do Adex Data Trade, as 10 regiões que exportaram entre janeiro e julho deste ano por menos de 1 bilhão de dólares, concentraram em conjunto 3,5% do total.
Estas foram Lambayeque, Tacna, Huánuco, Huancavelica, Loreto, Madre de Dios, San Martín, Tumbes, Amazonas e Ucayali.
Estas 2 últimas, por exemplo, dependem em grande parte de produtos florestais, cacau e café; Tumbes, de produtos hidrobiológicos; San Martín, de cacau e café; Loreto, de hidrocarbonetos; e Madre de Dios, de ouro e castanha.
O desafio não consiste apenas em 'exportar mais', mas em desenvolver novas cadeias com maior escala e valor agregado, aproveitar melhor os recursos locais e conectar mais produtores e empresas com infraestrutura, financiamento, certificações e mercados internacionais.
