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Cosco Shipping informa ter alertado as instituições peruanas para facilitar a apreensão de um excedente de carga de nitrato de amônio no Porto de Chancay (Peru).
Por meio de uma publicação em redes sociais, a operadora forneceu detalhes da situação, onde foi informado que "em 9 de agosto, o navio Papua chegou do Brasil declarando 5.591 sacos de nitrato de amônio com 7.401 toneladas. Em nossa verificação, detectamos que haviam chegado 5.593 sacos, dois a mais do que os declarados, com 2,5 toneladas".
Em relação às ações executadas na estação marítima, foi comunicado que "iniciamos os procedimentos para esses casos e notificamos imediatamente a Superintendência Nacional de Alfândegas e Administração Tributária (Sunat), que, conforme a lei, apreendeu a referida carga. Coordenamos com a Autoridade Portuária Nacional e colaboramos com a Sucamec para a inspeção e segurança da carga".
"O nitrato de amônio tem usos legais no Peru, na agricultura e mineração. Neste caso, o importador não declarou a quantidade excedente. Nossas operações foram realizadas cumprindo todos os procedimentos regulatórios. Isso demonstra que estamos cumprindo plenamente nossas responsabilidades sob a supervisão de diversas instituições do Estado; como a Direção Antidrogas da Polícia Nacional, a Autoridade Portuária Nacional, a Marinha de Guerra do Peru, Sunat, Sucamec, Serviço Nacional de Sanidade Agrária", acrescentou a publicação.
A Cosco Shipping sublinhou que "contrariamente a informações falsas e mal-intencionadas, a soberania nacional e os interesses do Estado peruano estão plenamente garantidos no Porto de Chancay".
"Reafirmamos nosso compromisso de operar com os mais altos padrões internacionais, garantindo os máximos níveis de qualidade e segurança. Continuaremos trabalhando em estreita colaboração com as autoridades, cumprindo todas as normas e garantindo a transparência e segurança em nossas operações", concluiu o comunicado.
Por sua vez, o Ministério do Interior do Peru (Mininter) informou que "atualmente, o produto permanece sob custódia e disposição temporária da Sunat e, posteriormente, será entregue formalmente à Sucamec, entidade que realizará as ações de identificação, verificação e registro, além das atuações administrativas que correspondam conforme a normativa vigente".
"O Mininter continuará fortalecendo a fiscalização e o trabalho articulado com as instituições competentes para garantir o manejo seguro e legal desses produtos, bem como prevenir qualquer risco para a segurança da população", finalizou a pasta.
Vale lembrar que a Cosco Shipping Ports Chancay Perú S.A. (CSPCP), operadora do Terminal Portuário Multipropósito de Chancay (TPMCH), afirmou que teve seus direitos constitucionais violados diante da pretensão do Organismo Supervisor do Investimento em Infraestrutura de Transporte de Uso Público (Ositran) de fiscalizar o recinto, o que foi ratificado pela Segunda Sala Constitucional da Corte Superior de Justiça de Lima.

