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As exportações de bens da Comunidade Andina, composta por Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, cresceram 11,5%, passando de 168.083 milhões em 2024 para 187.461 milhões de dólares em 2025, e tiveram a China como principal mercado de destino, com 22,1% de participação.
"Estes resultados explicam-se, principalmente, pelo avanço nas exportações dos países andinos, em especial do Peru e do Equador", sublinhou a Secretaria-Geral da Comunidade Andina.
Além disso, detalhou que durante o período analisado, a Bolívia exportou 9.633 milhões de dólares, a Colômbia 50.205 milhões de dólares, o Equador 37.152 milhões de dólares e o Peru 90.472 milhões de dólares.
Os principais produtos exportados pela Comunidade Andina para o mundo foram minerais de cobre, ouro, óleos de petróleo, café, cacau e bananas frescas.
Em relação aos mercados de destino do bloco andino, a China consolidou-se como o principal destino das vendas da sub-região andina, recebendo 22,1% do total, seguida pelos Estados Unidos (17,3%), a União Europeia (13,2%), o Panamá (5,6%) e a Comunidade Andina (5,3%).
Por outro lado, as importações de mercadorias dos países andinos atingiram 177.420 milhões de dólares, com um crescimento de 10,1% em relação a 2024.
Desta forma, a Comunidade Andina registrou pelo segundo ano consecutivo uma balança comercial superavitária, com um saldo favorável de 10.041 milhões de dólares.
A Secretaria-Geral da Comunidade Andina destaca que esta balança positiva é o resultado do impulso que as exportações dos países andinos tiveram no mercado mundial.
As exportações dentro da Comunidade Andina também tiveram uma evolução favorável durante 2025, pois reportaram um crescimento de 8%, passando de 9.109 milhões de dólares em 2024 para 9.842 milhões de dólares.
O Peru destacou-se como o país com maior expansão de suas vendas intracomunitárias, com uma variação positiva de 14,4%.
O Secretário-Geral da Comunidade Andina, embaixador Gonzalo Gutiérrez, ressaltou os resultados do comércio exterior da sub-região, tanto nas exportações realizadas para o mundo quanto entre os Países Membros. Ele afirmou que os números ratificam que o comércio é um dos principais motores da integração andina.
"A Zona de Livre Comércio permite que Bolívia, Colômbia, Equador e Peru troquem seus produtos sem pagar tarifas, gerando oportunidades para as empresas e fortalecendo as cadeias produtivas", sublinhou o titular da Comunidade Andina.
"Estes resultados demonstram a importância de continuar fortalecendo o mercado andino, que gera benefícios concretos para nossos mais de 116 milhões de cidadãos", acrescentou.
Em 2025, 83,1% das exportações intracomunitárias corresponderam a produtos manufaturados, caracterizados por incorporar maior valor agregado e contribuir para a geração de empregos.
Em contraste, nas exportações dos países andinos para mercados fora da Comunidade Andina, os produtos manufaturados representaram 48,4% do total.
Esta diferença evidencia a importância do mercado andino para as exportações manufatureiras com valor agregado dos Países Membros.
A exportação de manufaturas na sub-região andina tem uma trajetória de crescimento sustentado.
Nos últimos dez anos, as exportações intracomunitárias desses produtos aumentaram a uma taxa média anual de 3,4%, passando de 6.041 milhões de dólares no ano de 2016 para 8.179 milhões de dólares em 2025. Isso pode ser observado ao revisar os números por país.
91% das exportações da Bolívia para a Comunidade Andina são de produtos manufaturados e os principais envios correspondem a tortas e outros resíduos de soja, óleos de soja, açúcar e óleos de girassol.
No caso da Colômbia, as exportações manufatureiras para os países andinos representaram 80% do total. Os produtos que se destacam são medicamentos, açúcar, combustíveis para reatores e turbinas, preparações capilares e preparações para limpeza.
Para o Equador, as exportações manufatureiras representaram 67% do total exportado para a Comunidade Andina.
Os bens que vende ao bloco são painéis de madeira, preparações e conservas de bonito e atum, inteiros ou em pedaços; fogões a gás, de ferro fundido ou aço; óleo de palma; preparações e conservas de camarões e lagostins.
Por sua vez, do total das exportações do Peru para o mercado intrarregional, 94% correspondem a manufaturas e os produtos que mais vende ao mercado andino são o fio de cobre, preparações para alimentação de animais, gasóleo, combustíveis tipo querosene para reatores e turbinas e farinha de peixe ou de crustáceos.
A Comunidade Andina, criada em 1969, é um organismo de integração regional que promove o desenvolvimento econômico e social de seus Países Membros: Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.
Ao longo de sua história, tem trabalhado para fortalecer a cooperação e a integração entre as nações, facilitando a mobilidade de pessoas e promovendo o comércio intrarregional e extrarregional. A Comunidade Andina trabalha para levar bem-estar a seus mais de 116 milhões de cidadãos.

