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O presidente do Conselho de Ministros, Luis Galarreta, afirmou hoje que durante este ano será impulsionada a entrada em vigor do Tratado de Livre Comércio (TLC) com Hong Kong e ratificou que a abertura comercial continuará sendo política de Estado.
"Este ano será impulsionada a entrada em vigor do TLC com Hong Kong e avançaremos em novos acordos comerciais. A abertura comercial continuará sendo política de Estado", disse durante seu discurso perante o plenário da Câmara dos Deputados, onde expôs a Política Geral do Governo.
O Peru tem 24 acordos comerciais que cobrem 87% de nossas exportações.
Ele enfatizou que a meta de longo prazo é que o Peru consolide sua posição como plataforma de comércio, investimento e serviços entre a América do Sul e a Ásia-Pacífico, mantendo nossa participação no Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e outros blocos econômicos.
Desse modo, ele ressaltou que a oferta exportável regional será promovida a fim de alcançar novos mercados com potencial comercial para nossos produtos.
Durante seu discurso, Galarreta também afirmou que este governo quer investimento mineiro responsável.
"Mas devemos ser precisos: o investimento é decidido e executado pelo setor privado. A responsabilidade do Governo é gerar segurança jurídica, procedimentos previsíveis e decisões oportunas", disse.
Ele adiantou que o setor de Energia e Minas projeta autorizar 240 projetos de exploração, exploração e concessões de benefício durante este ano de 2026.
Ele comentou que se tem como referência uma carteira que poderá superar 33 bilhões de dólares de investimento executado até 2031.
"Não apresentaremos esse número como dinheiro que o Estado controla. Apresentaremos o que nos compete: reduzir atrasos, evitar duplicidades e dar previsibilidade sem reduzir as obrigações ambientais e sociais", mencionou em seu discurso.
Por outro lado, ele também afirmou que este Governo quer uma atividade pesqueira mais produtiva, sustentável e competitiva, capaz de gerar mais empregos e renda para as milhares de famílias que dependem dela.
Por esta razão, precisamos conhecer melhor nosso mar e tomar decisões sobre nossos recursos com informações científicas oportunas e de maior precisão.
"Por isso, depois de mais de 30 anos, o Estado peruano voltará a investir em uma embarcação de pesquisa científica, encomendada aos Serviços Industriais da Marinha (SIMA), com um investimento próximo a 190 milhões de soles", disse.
Ele explicou que esta embarcação permitirá estudar com maior precisão a anchova e espécies de grande importância econômica como a pota, o bonito, o perico, o carapau e a cavala; fortalecendo as informações científicas necessárias para gerenciar de forma responsável e sustentável nossos recursos pesqueiros.
O presidente do Conselho de Ministros acrescentou que a segurança jurídica da propriedade será uma ferramenta econômica.
"A formalização predial e a simplificação dos procedimentos registrais permitem que mais famílias protejam seu patrimônio e que mais ativos possam ser incorporados à economia formal", disse.
O objetivo é ampliar o acesso a títulos, reduzir tempos e fazer com que a propriedade formal abra portas para o investimento, financiamento e desenvolvimento urbano ordenado, afirmou.
Finalmente, ele comentou que crescer não é apenas anunciar um número para o PIB. "Crescer implica que a empresa tenha regras estáveis, que o produtor consiga crédito e água, que a carga chegue a tempo ao mercado, que as regiões tenham energia e conectividade, e que mais pessoas encontrem um emprego formal. Essa é a produtividade que queremos impulsionar", pontuou.

