
O presidente da Comissão de Assuntos Marítimos, Portuários e Aduaneiros da Câmara de Comércio de Lima (CCL), Alberto Ego-Aguirre, projetou que o Porto de Chancay encerrará 2026 com um aumento de 82,5% na movimentação de contêineres, somando mais de 422.000 TEU.
A estimativa de Ego-Aguirre está baseada nos resultados alcançados pelo terminal marítimo entre janeiro e julho do ano atual, período em que movimentou 246.452 TEU com um crescimento de 74,8% em relação aos 141.000 TEU registrados no mesmo período de 2025.
"Se continuar nesse ritmo, o Porto de Chancay poderá movimentar mais de 422.000 TEU em 2026, o que representaria um avanço de 82,5% em relação a 2025", estimou Alberto Ego-Aguirre.
O presidente da comissão assinalou que a evolução dos terminais portuários peruanos evidencia a importância de fortalecer a competitividade logística do país e aproveitar a infraestrutura disponível. "Além disso, diante dos Tratados de Livre Comércio e acordos com terceiros países, temos que ser mais competitivos", comentou.
Nesse contexto, o representante sindical sustentou que o desenvolvimento dos portos deve promover condições competitivas que contribuam para reduzir os custos do comércio exterior. Nesse sentido, propõe que Chancay, por ser um terminal privado, deve operar sob um esquema de tarifas livres, e expressa sua rejeição à intenção de fiscalizar suas tarifas.
Ego-Aguirre propôs que a concorrência entre terminais pode contribuir para otimizar os preços e melhorar as condições para importadores e exportadores peruanos, em um cenário em que os custos portuários e os fretes influenciam diretamente na competitividade das empresas.
Em particular, o titular da comissão sustentou que a consolidação de Chancay não depende apenas de mais investimentos portuários, mas de infraestrutura complementar que facilite o transporte de mercadorias para os principais centros produtivos e comerciais do país.
Entre as prioridades identificadas figuram a construção e melhoria de acessos rodoviários exclusivos para o transporte de carga, a implementação de anteportos para ordenar a entrada e saída de caminhões, e o desenvolvimento de conexões ferroviárias que articulem as diferentes regiões.
Fonte: apam_nacionales

