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O Ministério de Desenvolvimento Produtivo da Província de Santa Fe, através do Ente Administrador Porto Villa Constitución (EAPVC), realizou o ato de abertura da Licitação Pública nº 1/2026 para a concessão de uso, exploração e valorização do Terminal I.
O edital compreende um terreno de 33.015,91 metros quadrados, destinado ao setor de areia e agregados, com prazo de obra de seis meses.
A este respeito, o titular da pasta produtiva, Gustavo Puccini, destacou que "a infraestrutura é a base do desenvolvimento produtivo e a logística é a ponte que conecta a produção de Santa Fe com o mundo. Com esta licitação, Santa Fe reafirma sua decisão política de reposicionar seus portos como motores de crescimento regional e nacional."
A secretária de Transporte e Logística, Mónica Alvarado, ressaltou que "a infraestrutura portuária deixou de ser uma área isolada e passou a fazer parte de uma política provincial mais ampla, que articula portos, aeroportos, rotas e zona franca. Não basta a obra civil: precisamos de tecnologia, processos modernos e competitividade".
"Hoje, depois de muitas décadas, um terminal volta a funcionar e isso reflete nossa visão: trabalhar em conjunto para que as cargas cheguem ao destino da melhor maneira. Este plano de obras é histórico e marca um antes e um depois na política portuária de Santa Fe", assinalou Alvarado.
A secretária de Transporte acrescentou que "hoje não estamos apenas adjudicando um espaço físico; estamos habilitando uma possibilidade concreta de crescimento para Villa Constitución e para toda Santa Fe. Depois de quase sete décadas, o Terminal I volta a ser projetado com um horizonte produtivo próprio. Isso significa recuperar um ativo de valor estratégico e colocá-lo novamente a serviço da geração de trabalho e da produção provincial".
Na mesma linha, o presidente do Ente Administrador, Hernán Salemi, sublinhou que "estamos diante de uma oportunidade que devolve protagonismo a uma infraestrutura que estava há anos sem atividade. A reativação não só abre expectativas de emprego para muitas famílias, mas também projeta o porto para novos mercados, com possibilidades de vinculação com províncias produtivas como Neuquén e seu desenvolvimento em Vaca Muerta".
O ato de abertura contou com a apresentação de duas propostas. A primeira correspondeu à Ingeniería Multipiping S.A.S, que ofertou um valor estimado em dólares de 3.972.000. A segunda foi a União Transitória de Empresas formada por Southern Silica SRL e Esesa S.A, que apresentou um investimento de 4.561.000 dólares.
O edital oficial estabelece que o futuro adjudicatário deverá executar investimentos comprometidos, manter e conservar a infraestrutura existente, incorporar equipamentos e organizar a operação de areia. Isso inclui tarefas de armazenamento, processamento, classificação, carga, descarga e despacho de areia e agregados, além de atividades logísticas complementares.
Além disso, será obrigatório realizar dragagem e manutenção do espelho d'água e pé de cais, com uma profundidade compatível com a via navegável principal, garantindo assim a plena operacionalidade do terminal. A concessão busca captar investimento privado, recuperar um ativo portuário estratégico e assegurar uma operação segura, ambientalmente adequada e sustentável.

