• 2 min de lectura
• 2 min de lectura

Representantes da Confederação Nacional de Trabalhadores Portuários (CNTP) acusaram o Governo do Chile de praticar ações "antissindicais". A insatisfação do grupo surge porque - segundo seu critério - o Executivo estaria descumprindo o acordo estratégico firmado entre ambas as partes.
Especificamente, os sindicalistas apontaram que a atual administração não estaria cumprindo a implementação do referido acordo, que foi projetado para ser aplicado gradualmente de 2023 a 2026. O plano tem como eixo central a concessão de pensões de graça para trabalhadores que, por problemas físicos ou idade avançada, não podem mais realizar manobras portuárias.
Gabriel Rebolledo, coordenador nacional da Confederação Nacional de Trabalhadores Portuários, manifestou sua preocupação com esta situação, garantindo que "o Governo está realizando práticas antissindicais, violando direitos e a Constituição que prometeu defender".
"Esta situação gera uma desconfiança tremenda e mina tudo o que estamos tentando avançar em trazer investimento estrangeiro ou investimento nacional", acrescentou o líder sindical.
Para canalizar sua insatisfação, os trabalhadores realizaram uma reunião com o senador pela Região do Bio Bio, Gastón Saavedra, que se alinhou com os portuários.
A este respeito, Saavedra afirmou que "os trabalhadores, quando fazem um acordo, o cumprem. O que é escrito por parte de um Governo se mantém no tempo e é respeitado", cobrando a administração do Presidente José Antonio Kast.
"O fortalecimento da democracia é alcançado na medida em que se cumprem os direitos estabelecidos em acordos feitos com a liderança dos trabalhadores, com o Governo e também com os empresários", finalizou o legislador.
Após o encontro, o grupo se declarou em alerta, aguardando a evolução das conversas, exigindo que sejam estabelecidas mesas de trabalho para fazer cumprir o acordo estratégico já pactuado.
