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Representantes da Confederação Nacional de Trabalhadores Portuários (Conatraport) foram ao Congresso Nacional, em Valparaíso, para realizar reuniões com algumas autoridades e abordar o conflito relacionado à entrega de pensões de graça prometidas. A organização sindical aguardará o avanço das gestões que permitam destravar a problemática que gerou uma mobilização em diferentes portos do Chile. Nesse contexto, Gabriel Rebolledo, coordenador de Relações Públicas, Comunicações e Redes da Conatraport, explicou que "estamos solicitando ao Governo uma distribuição equitativa sobre as 250 pensões de graça que o setor possui. Tivemos diversas reuniões no Congresso com diferentes deputados e também com o senador -Gastón Saavedra-, onde nos foi manifestado que déssemos tempo ao Governo para poder destravar o tema, porque estão tentando mediar alguns ministros, então vamos esperar essas gestões". O representante da confederação afirmou que "acreditamos que o Governo está cometendo um grave erro com discriminação a respeito disso, estamos avaliando também com nossas equipes de advogados as ações a seguir se esta situação não for resolvida e é por isso que também estamos conversando com o senador para que ele também realize as gestões a respeito de buscar uma solução definitiva e, obviamente, destravar o conflito para poder continuar trabalhando normalmente". "Estamos em uma situação bastante complexa como país. Em breve sairá o Imacec e, se for negativo, entraríamos em recessão técnica e isso é muito grave para todos os trabalhadores e as empresas. Estamos buscando soluções a respeito disso e não queremos chegar aos extremos de mobilizações", afirmou Rebolledo. "As pensões de graça do setor do acordo com Gabriel Boric são 150 pensões, estamos buscando equiparidade a respeito disso e, com as mediações que estão sendo feitas, somos otimistas de que chegaremos a um bom acordo e, se não, ativaremos as vias judiciais que temos orçadas", indicou o coordenador. Por sua vez, o senador pela Região do Bio Bio, Gastón Saavedra, comentou que "este é um conflito desnecessário, primeiro porque este é um acordo que está vigente entre 2023 e 2026 que compromete 250 pensões de graça, portanto, os trabalhadores portuários têm um direito adquirido e isso deve ser distribuído entre os trabalhadores portuários, não privilegiar uns e discriminar outros, que é o problema que hoje o Governo tem e que deve resolver de alguma forma". "Isso desnecessariamente pode gerar um grande conflito no aspecto portuário do país, que é altamente sensível para a economia que está em declínio no país e que está à beira da recessão. Os trabalhadores têm suas organizações, é preciso respeitá-las, surgem democraticamente e as demandas e os compromissos que os governos adquirem, o fazem em nome do Estado, portanto, a vigência deste acordo é o que aqui está sendo solicitado", expressou o senador Saavedra.

