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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que as forças militares americanas dispararam um míssil contra a casa de máquinas de um navio comercial que tentava romper o bloqueio naval imposto sobre o Irã. O incidente ocorreu no Golfo de Omã, no âmbito do conflito armado que ambas as nações mantêm e que gerou um forte impacto nos mercados energéticos globais.
Segundo o comunicado oficial emitido pelo Centcom, o ataque com um míssil Hellfire foi direcionado contra o navio Lianstar, de bandeira da Gâmbia, enquanto este transitava por águas internacionais com destino a um porto iraniano.
As autoridades militares precisaram que, antes de proceder com o disparo, as forças americanas emitiram mais de 20 advertências consecutivas para notificar a tripulação que se encontrava em violação direta das restrições de trânsito marítimo vigentes.
Após a operação de interceptação, o Comando Central confirmou que o navio de carga interrompeu seu avanço e já não se dirige para território iraniano, embora a instituição militar não tenha oferecido detalhes adicionais sobre o estado atual da embarcação ou de seus tripulantes.
Com esta última ação, o número de navios redirecionados ou interceptados pelo exército americano ascende a -pelo menos- 115 desde que o bloqueio naval foi formalmente implementado em 13 de abril.
Por sua vez, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, referiu-se à situação geral do conflito e advertiu que as forças armadas do país norte-americano estão preparadas para retomar os ataques diretos contra alvos no Irã.
O chefe do Pentágono condicionou a suspensão das operações militares à consecução de um acordo diplomático formal que ponha fim às hostilidades bilaterais.
O prolongado confronto bélico continua desestabilizando o comércio internacional devido ao fato de as autoridades iranianas terem mantido quase totalmente fechado o estreito de Ormuz.
A interrupção em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo provocou um aumento sustentado nos preços globais da energia e dos combustíveis durante as últimas semanas.
Fonte: portalportuario

