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Por meio de um comunicado aos seus usuários, o Terminal Cuenca del Plata anunciou que começou o mês de julho com uma paralisação por tempo indeterminado de suas atividades a partir das 15h00 (horário local) desta quarta-feira. A razão deriva da recusa de seu sindicato em exercer suas funções diante da exigência de um bônus.
O terminal, cuja propriedade corresponde a 80% à Katoen Natie e 20% ao Estado uruguaio por meio da Administração Nacional de Portos (ANP), afirmou que seu sindicato anunciou uma paralisação de atividades por tempo indeterminado com "reintegração espontânea".
De acordo com o operador, "o sindicato propôs como condição prévia para sentar-se à mesa de negociações que a empresa pague a todos os trabalhadores um bônus adicional ao salário de $50.000 líquidos mensais enquanto a negociação se desenvolve ou, alternativamente, que conceda 25 diárias asseguradas a todo o pessoal, haja ou não trabalho disponível".
"A TCP considera que essa proposta reveste-se de extrema gravidade, na medida em que condiciona o início do diálogo a exigências econômicas alheias ao desenvolvimento normal de uma negociação coletiva. Consequentemente, a empresa não pode aceitar uma posição dessa natureza, por ser inviável, improcedente e contrária a um processo de negociação responsável e de boa-fé", acrescentou a TCP.
A companhia, que se encontra, além disso, em pleno processo de modernização do terminal, já acumula várias semanas de conflito com seus trabalhadores, o que se manifestou com paralisações parciais em relação a esse mesmo processo de negociação.

