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O Ministério do Interior – por meio de seu subsecretário Máximo Pavez – acusou agressões contra funcionários do governo por parte de integrantes da Confederação Nacional de Trabalhadores Portuários (Conatraport).
A situação denunciada teria ocorrido no Departamento de Ação Social durante a segunda-feira, 27 de julho, quando os sindicalistas, acompanhados do senador Gastón Saavedra, chegaram ao referido serviço para protocolar as solicitações de 80 pensões de graça.
Através de uma carta dirigida à Conatraport, o subsecretário assinalou que "o grupo, que entrou sem ter solicitado reunião prévia às dependências localizadas na rua Agustinas, exigiu das funcionárias do Departamento a recepção de suas pastas de postulação às pensões de graça, em circunstâncias em que o Governo assinalou de forma clara e respeitosa que, no contexto do acordo de pensões vigentes com dirigentes portuários, a recepção solicitada não é possível".
"Segundo relataram as funcionárias do Departamento, os dirigentes exigiram de forma violenta a recepção das pastas, elevando a voz e intimidando quem realizava o atendimento ao público. Além disso e sem o consentimento dos presentes, os dirigentes gravaram de maneira ilegal os trabalhadores e terceiros que se encontravam no local. A isso se soma a presença do H. Senador Gastón Saavedra que, avalizando esta situação, inclusive se permitiu gravar um vídeo", acrescentou na circular.
Além disso, Pavez remarcou que "o vivido na segunda-feira não tem precedente algum na história da Subsecretaria do Interior. O relatado por nossas funcionárias – a quem apoiamos – representa uma violação do direito à sua integridade e à obrigação constitucional de fazer petições à autoridade em termos respeitosos e convenientes. Como Subsecretaria do Interior, e através de nossos diferentes serviços, sempre estivemos disponíveis para conversar com os distintos dirigentes e autoridades, mediando sempre o respeito e o cuidado pela dignidade da função pública, elementos ausentes no episódio anteriormente descrito".
Finalmente, a autoridade anunciou que "como Subsecretário do Interior instruí que as pastas dos trabalhadores portuários que se encontram no Departamento sejam consideradas não recebidas", concluiu a carta assinada por Máximo Pavez.

