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(Bloomberg) — A Ucrânia afirmou ter atingido mais 12 petroleiros no sul da Rússia, enquanto Kiev expande o escopo dos ataques que estão aprofundando a escassez de gasolina em todo o país.
Os ataques noturnos no Mar de Azov visaram embarcações usadas para fornecer combustível ao exército russo, bem como para contornar as sanções sobre o transporte de petróleo bruto e produtos petrolíferos do país, disse o Estado-Maior da Ucrânia em um comunicado no Telegram. Um rebocador e um navio de carga seca também foram atingidos, de acordo com o comunicado.
A Bloomberg não conseguiu verificar independentemente o número de embarcações atingidas.
Anteriormente, o governador da região de Rostov, na costa russa do Mar de Azov, Yury Slyusar, disse que dois petroleiros foram atingidos na Baía de Taganrog e sofreram "danos mecânicos". Ambos pegaram fogo, mas o incêndio em um deles já havia sido extinto, disse ele no Telegram, sem nomear as embarcações.
A Ucrânia intensificou seus ataques à infraestrutura energética da Rússia nas últimas semanas. Além dos petroleiros, drones visaram refinarias de petróleo e depósitos de combustível em um esforço para conter o fornecimento de produtos petrolíferos do país e pressionar o Kremlin a negociar.
Os ataques paralisaram várias grandes refinarias, levando a uma escassez de gasolina em toda a Rússia. O governo agora proibiu quase todas as exportações de gasolina, combustível de aviação e diesel para manter mais suprimentos em casa.
No início desta semana, as forças de Kiev lançaram vários ataques contra pequenos petroleiros no Mar de Azov que se dirigiam à Crimeia, em uma tentativa de cortar o fornecimento de combustível para a península ocupada pela Rússia. Várias embarcações no Mar Negro também foram atacadas, de acordo com autoridades ucranianas.
Até agora esta semana, a Ucrânia atingiu um total de 25 petroleiros, com dois deles atingidos duas vezes, disse Robert Brovdi, comandante das forças não tripuladas da Ucrânia, em um comunicado no Telegram na quinta-feira.
A escassez de gasolina tem sido particularmente aguda no sul da Rússia e nos territórios ucranianos ocupados, onde a logística de entrega é mais complicada. Mas a crise de combustível está piorando em toda a Rússia, com vários governadores regionais solicitando assistência federal em uma reunião com o presidente Vladimir Putin na quarta-feira.
Na quinta-feira, Igor Artamonov, governador da região de Lipetsk — a cerca de 480 quilômetros de Moscou — apelou às empresas petrolíferas Lukoil PJSC, Rosneft PJSC e Gazprom Neft PJSC para aumentar urgentemente o fornecimento de gasolina.
"Não se trata apenas da conveniência dos motoristas", disse Artamonov em um comunicado. "Trata-se do funcionamento normal da região, do trabalho dos serviços de emergência, da campanha de colheita, da entrega de alimentos, da segurança pública e das prioridades nacionais."
(Atualiza com declarações da Ucrânia nos parágrafos primeiro, segundo e oitavo.)
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