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O delegado presidencial regional de Arica e Parinacota, Cristián Sayes, ratificou que as análises realizadas pelas autoridades chilenas confirmaram a presença de droga no carregamento de madeira boliviana apreendida em portos chilenos, razão pela qual 1.080 toneladas do produto florestal continuam retidas como parte da investigação.
Cabe recordar que o Ministério do Governo da Bolívia informou que, juntamente com a Chancelaria, solicitará explicações à Promotoria chilena ao sustentar que a análise de laboratório deu resultado negativo para a presença de droga e que foi causado um prejuízo à imagem do país e do setor exportador.
Em declarações à Red Uno, Sayes assegurou que a evidência científica obtida durante o processo é conclusiva e descartou que o caso responda a um erro ou a um "falso positivo".
"Temos 1.080 toneladas de madeira, as quais estão apreendidas em Arica. Isso não tem volta, dado que tem prova científica de que contém drogas", afirmou a autoridade chilena.
O delegado presidencial da região mais ao norte do Chile explicou que primeiro foram realizadas provas de campo e posteriormente análises de laboratório no nível central, cujos resultados ratificaram a presença de substâncias ilícitas, sendo divulgados os resultados no passado 8 de junho.
Segundo a autoridade chilena, a investigação determinou que 44 contêineres continham madeira contaminada com droga e assinalou que o processo foi desenvolvido de maneira coordenada entre o Ministério Público e a Promotoria da Região de Arica e Parinacota.
"Isso foi feito de maneira muito responsável por parte do Ministério Público juntamente com a Promotoria da região de Arica Parinacota na qual foi feito um acompanhamento por distintas variáveis e já foi divulgado que temos 44 contêineres com cargas positivas ou com madeira contaminada", informou Sayes.
Além disso, o delegado indicou que as autoridades chilenas receberam representantes e advogados do setor exportador boliviano, que coletaram novas amostras do carregamento. No entanto, sustentou que até o momento não existe respaldo científico que desvirtue os resultados obtidos pela investigação efetuada no Chile.
Por sua vez, a Promotoria Regional de Arica e Parinacota (departamento encarregado das perícias) por meio de um comunicado assinalou que "a respeito da causa madeiras impregnadas com droga mantém esta investigação em qualidade de vigente e com diligências em curso. Neste contexto, não haverá um pronunciamento da Promotoria por agora.
Cabe recordar que o confisco questionado foi anunciado pelo Serviço Nacional de Aduanas do Chile no passado 8 de junho, onde foi comunicada a apreensão de mais de 108 toneladas de cocaína e outras substâncias nos portos chilenos de Arica, Valparaíso e San Antonio.

