• 2 min de lectura
• 2 min de lectura

Mais de 500 caminhões bolivianos permanecem retidos na fronteira devido à redução do horário de funcionamento do Complexo Fronteiriço de Colchane, no Chile. Os transportadores denunciaram que, desde 1º de julho, o posto chileno suspendeu suas operações noturnas para atender exclusivamente entre as 08:00 e as 20:00 horas.
Esta medida, somada ao despacho por uma única faixa, que leva entre 15 e 20 minutos por veículo, tem desacelerado o fluxo de carga para os portos chilenos, gerando filas quilométricas e tempos de espera de até cinco dias que mantêm o setor internacional em alerta.
A esse respeito, o presidente da Câmara Departamental de Transporte (Cadetran) de La Paz, Álvaro Ayllón, alertou que a restrição provoca um gargalo na fronteira e afeta a cadeia logística do comércio exterior boliviano, além de expor os transportadores a multas por atrasos na entrega de mercadorias.
Os motoristas informaram que a fila de caminhões ultrapassa os três quilômetros e que muitos permanecem há vários dias suportando as baixas temperaturas enquanto esperam cruzar a fronteira.
A Delegação Presidencial Provincial de Tamarugal informou que a suspensão do atendimento noturno se deve a trabalhos de reparo no complexo fronteiriço e que a medida estará em vigor até 30 de novembro.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia informou que está realizando gestões diplomáticas e de coordenação com as autoridades da República do Chile com o objetivo de agilizar o trânsito internacional no Complexo Fronteiriço Colchane–Pisiga.

