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Os pedidos de exportação de bens do Uruguai, incluindo as operações de zonas francas, atingiram USD 1,219 bilhão em julho de 2026, de acordo com o último Relatório Mensal de Comércio Exterior elaborado pelo departamento de Inteligência Competitiva do Uruguai XXI. O resultado foi 4% superior ao do mesmo mês de 2025 e foi sustentado pelo maior dinamismo da carne bovina, da celulose e dos produtos lácteos, apesar da queda da soja.
Com este desempenho, as vendas externas acumularam USD 7,819 bilhões entre janeiro e julho, 2% acima do mesmo período do ano anterior.
A carne bovina foi o principal produto exportado em julho, com vendas de USD 280 milhões, 25% a mais que um ano atrás, e respondeu por 23% do total. O volume comercializado cresceu 8% e atingiu 34.256 toneladas. O aumento do valor acima das quantidades ocorreu em um contexto de preços internacionais favoráveis para o produto durante 2026.
A China continuou como principal mercado para a carne uruguaia, com compras de USD 87 milhões e um crescimento de 17%, seguida pelos Estados Unidos, com USD 77 milhões e um aumento de 33%. A União Europeia recebeu USD 47 milhões, 1% a menos em termos anuais, enquanto Israel duplicou suas compras para USD 25 milhões.
A celulose ocupou o segundo lugar, com USD 143 milhões e um aumento de 12%. A composição de seus destinos mudou e a União Europeia passou a liderar as vendas com US$ 61 milhões e um crescimento de 75%, enquanto a China comprou USD 51 milhões, 27% a menos. A Coreia do Sul atingiu USD 10 milhões e registrou o maior aumento relativo do mês, de 313%.
Os produtos lácteos completaram os três primeiros lugares com USD 95 milhões, 31% a mais que em julho de 2025. O setor exportou para mais de 55 destinos e encontrou no Brasil seu principal mercado, com vendas de USD 31 milhões e uma expansão de 50%. Os concentrados de bebidas também cresceram, atingindo USD 86 milhões e subindo 18%.
A principal incidência negativa veio da soja. Suas exportações caíram 57%, para USD 86 milhões, depois de terem atingido USD 199 milhões em julho do ano anterior. A redução esteve fortemente associada à China, onde as vendas do produto caíram 68%. Fora dos cinco principais itens, aumentaram as vendas de gado em pé, madeira e subprodutos cárneos, enquanto diminuíram as de arroz e veículos.
Europa e Estados Unidos ampliaram suas compras
A China manteve-se como o principal destino das exportações uruguaias, com USD 235 milhões e uma participação de 19%, embora as vendas para esse mercado tenham diminuído 35%. O crescimento da carne bovina não compensou as menores vendas de soja e celulose, produtos que, juntamente com a carne, concentraram 83% dos envios para o país asiático.
O Brasil ocupou o segundo lugar com USD 190 milhões, 13% a mais que um ano atrás. Os veículos lideraram as vendas e o avanço do mercado foi acompanhado por maiores vendas de lácteos, plásticos e concentrados de bebidas.
A União Europeia foi o destino com maior crescimento entre os três primeiros. As exportações dispararam 42% e atingiram USD 174 milhões. A cesta incluiu mais de 40 produtos e foi liderada pela celulose, seguida pela carne bovina, arroz, madeira e soja.
Os Estados Unidos, em quarto lugar, compraram USD 134 milhões, 33% a mais, impulsionados principalmente pela carne bovina e pelos avanços dos cítricos e da madeira. A Turquia completou os cinco maiores mercados com USD 64 milhões e uma expansão de 60%, explicada em grande parte pelas vendas de gado em pé.

