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A HPH Trust (Hutchison Port Holdings) encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados em alta, sustentados pela expansão dos volumes de transferência de carga no Porto de Yantian. Este registro favorável também impactou positivamente os resultados financeiros da companhia, que apresentou números positivos, apesar de ter perdido a concessão de dois terminais no Panamá.
De janeiro a junho, o grupo registrou um aumento de 5% na movimentação de contêineres, graças sobretudo ao melhor desempenho da Yantian International Container Terminals (Yict).
Em detalhe, a Yict registrou um incremento de volumes de 10% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado pelo aumento das exportações com carga total, dos contêineres vazios em entrada e das atividades de transbordo. Em contrapartida, os terminais de Hong Kong – Hit, Cosco-Hit e Act – experimentaram uma queda de 5%, principalmente devido à diminuição dos movimentos de transhipment.
O crescimento operacional também se refletiu nos resultados financeiros. As receitas atingiram 6,2 bilhões de dólares de Hong Kong, um aumento de 9,5%, enquanto o lucro operacional subiu 29,6% para 2,7 bilhões de dólares de Hong Kong. O lucro líquido após impostos cresceu 47%, situando-se em 1,5 bilhão de dólares de Hong Kong, enquanto o lucro atribuível aos acionistas aumentou 85%, chegando a 490,5 milhões de dólares de Hong Kong.
O gestor também destacou um incremento dos volumes de exportação para os Estados Unidos (+6%) e Europa (+16%), mas ressaltou que o contexto continua caracterizado por fortes elementos de incerteza.
As tensões geopolíticas no Oriente Médio, as dificuldades relacionadas aos trânsitos no Canal de Suez, a evolução das políticas tarifárias americanas e a fraqueza da demanda nos principais mercados de consumo podem influenciar os fluxos comerciais e a rentabilidade nos próximos meses.
Em matéria de sustentabilidade, a HPH Trust confirmou que está em linha com o objetivo de reduzir em 30% a intensidade das emissões até 2030 e elevou sua meta, apontando agora para uma redução de 45% até 2035 em relação aos níveis de 2021.

