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O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, juntamente com vários líderes republicanos, solicitou ao presidente Donald Trump que não estenda as dispensas aplicadas à lei de transporte marítimo de cabotagem (Jones Act) e permita que expirem em meados de agosto, de acordo com uma carta à qual a Reuters teve acesso.
Estas isenções à Lei Jones - uma legislação com mais de um século de idade - foram concedidas por Trump durante o conflito com o Irã para mitigar as interrupções no fornecimento de combustível.
A medida visava manter o fluxo de combustível e outros bens críticos entre os portos americanos em uma tentativa de conter o aumento dos preços. No entanto, os legisladores afirmam agora que as condições de emergência já passaram e que o benefício deve terminar conforme o programado.
Em sua carta, Johnson e outros 51 legisladores republicanos enfatizam a importância da Lei Jones, que exige que a carga transportada entre portos americanos seja movimentada em navios construídos, de propriedade e tripulados por cidadãos desse país.
Eles argumentam que a lei apoia os empregos marítimos dos EUA e a segurança nacional, alertando que a continuidade das isenções poderia enfraquecer o transporte marítimo local ao permitir que navios com bandeira estrangeira operem no comércio de cabotagem, mesmo quando há navios americanos disponíveis.
Um funcionário da Casa Branca observou que "a extensão da segunda dispensa não expira antes de 16 de agosto" e acrescentou que "se houver novos anúncios, eles serão feitos diretamente pelo presidente ou pela administração".
Um porta-voz da Casa Branca defendeu as dispensas, destacando seu impacto no movimento de combustível e na estabilidade do mercado.
"Novos dados coletados desde que a isenção inicial da Lei Jones foi emitida revelaram que uma quantidade significativamente maior de suprimentos conseguiu chegar aos portos dos EUA com mais rapidez", afirmou Taylor Rogers, porta-voz da Casa Branca, em uma declaração enviada à Reuters.
No entanto, analistas determinaram que a medida teve um efeito limitado nos preços da gasolina, em grande parte porque os volumes movimentados são pequenos em relação à demanda total americana e porque os custos de transporte marítimo continuam elevados.

