LONDRES, 8 de julho (Reuters) – A maior expansão da oferta global de GNL já registrada, liderada pelos Estados Unidos e Catar, poderá ser atrasada, já que a maioria dos navios necessários para transportar o combustível está sendo construída na Coreia do Sul e na China, disse um relatório da Wood Mackenzie na quarta-feira.
"A indústria de GNL fala constantemente sobre segurança energética, diversificação e resiliência", disse Ikram Elloumi, diretor de pesquisa da Wood Mackenzie, no relatório. "No entanto, uma de suas dependências críticas – a capacidade de mover fisicamente o gás – repousa sobre uma cadeia de suprimentos que não controla e não pode replicar rapidamente."
Os seguintes são os principais pontos do relatório:
- Mais de 260 transportadores de GNL estão encomendados para entrega a partir de 2027 para apoiar projetos de exportação liderados pelos Estados Unidos, Catar e África.
- Cerca de dois terços estão sendo construídos na Coreia do Sul, com a maior parte do restante em construção na China.
- Estaleiros sul-coreanos e chineses dominam a construção de transportadores de GNL com base em décadas de investimento tecnológico e experiência.
- A concentração aumenta o risco de atrasos e aumento dos custos dos navios.
- A capacidade do setor de movimentar suprimentos futuros poderá se tornar tão importante quanto o desenvolvimento de projetos de liquefação.
- O comércio de GNL já está cada vez mais concentrado em um punhado de grandes exportadores, incluindo a Costa do Golfo dos EUA, Catar, África e Austrália, enquanto o crescimento da demanda permanece centrado na Europa e na Ásia.
- Isso cria um sistema de "ampulheta" no qual a oferta e a demanda dependem de um elo de transporte estreito formado pela frota global de transportadores de GNL.
- A construção de centros alternativos para a construção de transportadores de GNL exigiria anos de investimento e dezenas de bilhões de dólares.
(Reportagem de Marwa Rashad; Edição de Barbara Lewis)
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