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A Administração Nacional de Portos (ANP) deu um novo impulso ao desenvolvimento do Terminal Multimodal Interior Porto Seco de Rivera ao entregar à Intendência de Rivera a documentação técnica necessária para continuar com o processo de aprovação ambiental e de ordenamento territorial do projeto.
A instância ocorreu durante uma reunião celebrada na sede da ANP, na qual participaram o diretório do organismo, encabeçado por Pablo Genta, e integrantes do quadro gerencial, que receberam o intendente de Rivera, Richard Sander, e o senador Tabaré Viera.
Na oportunidade, os anfitriões entregaram ao chefe comunal o pacote físico que contém o Programa de Atuação Integrada (PAI), o Relatório Ambiental Estratégico (RAE) e o rascunho do Decreto Departamental, documentação que deverá ser apresentada à Direção Nacional de Qualidade e Avaliação Ambiental (Dinacea), dependente do Ministério do Meio Ambiente.
O expediente constitui o Instrumento de Ordenamento Territorial (IOT) que permitirá a recategorização do registro Nº 322, localizado na nona seção cadastral do departamento nortenho. A mudança de categoria, de solo rural potencialmente transformável para solo suburbano destinado a usos logísticos e outros admitidos na Zona de Atividades Múltiplas (ZAM) Sul, é um requisito indispensável para avançar na implantação do terminal.
Durante o encontro, também foram analisados os distintos empreendimentos logísticos que se desenvolvem no departamento, embora com especial ênfase no avanço do Porto Seco de Rivera. Este constitui um dos projetos estratégicos impulsionados pela ANP para ampliar o alcance do sistema portuário uruguaio para o interior do país.
O terminal será desenvolvido sobre um terreno de 26,5 hectares localizado no quilômetro 494 da rota 5, a cerca de oito quilômetros da cidade de Rivera. O enclave funcionará sob o regime de porto livre e estará integrado ao recinto portuário-alfandegário do porto de Montevidéu, situado a cerca de 490 quilômetros de distância.
A infraestrutura contará com conexão ferroviária direta por meio da linha Montevidéu-Rivera, complementada pelo corredor rodoviário da rota 5, o que permitirá consolidar um esquema de transporte multimodal para o movimento eficiente de cargas nacionais e regionais, especialmente contêineres.
O projeto contempla uma plataforma ferroviária de 300 metros de comprimento com ramais destinados ao intercâmbio modal entre trem e caminhão, além de uma área de contêineres e área para transporte de cargas. A infraestrutura projetada inclui depósitos logísticos, silos para granéis, áreas de armazenamento a céu aberto, escritórios para órgãos de controle, serviços públicos e privados, controle de acessos e a incorporação da Janela Única de Comércio Exterior (VUCE).
O terminal busca captar cargas provenientes do norte do país e do sul do Brasil, fortalecendo a competitividade logística da região e oferecendo uma alternativa eficiente para canalizar mercadorias para o porto de Montevidéu e os mercados internacionais.

