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O Departamento de Infraestrutura e Logística da Corporação Chilena da Madeira (Corma) realizou uma visita técnica ao Porto Coronel, juntamente com profissionais da EFE, Transap, Fepasa e da consultora Consultrans, com o objetivo de coordenar a futura extensão ferroviária entre Coronel e Lota para dar suporte ao transporte de carga.
A jornada permitiu percorrer o pátio ferroviário do terminal marítimo, revisar a capacidade da grade ferroviária, os desvios existentes e projetados, além de identificar os principais pontos críticos do traçado entre Coronel e Lota.
O propósito da instância foi validar em campo as simulações técnicas com a operação real, incorporando informações que permitam otimizar o projeto definitivo da futura infraestrutura.
Para a Corma, esta iniciativa representa uma oportunidade estratégica para projetar uma rede ferroviária preparada para as necessidades logísticas das próximas décadas, considerando que Bio Bio concentra uma parte importante do movimento de carga do sul do Chile e constitui a principal porta de saída das exportações florestais e de outros setores produtivos.
O presidente do Departamento de Infraestrutura e Logística da Corma, Gonzalo Pelén, explicou que "estamos revisando como esta iniciativa resguarda as condições para a carga, ao mesmo tempo em que oferece uma melhor mobilidade às pessoas e projeta o crescimento do transporte ferroviário para o futuro".
Pelén acrescentou que "este é um ponto nevrálgico da rede ferroviária de carga do sul do Chile. Por aqui circula a maior parte da carga que chega aos portos da província de Arauco e também trens provenientes do norte. Este projeto deve assegurar a operação da carga não apenas para hoje, mas para os próximos 20 anos".
Atualmente, por este corredor ferroviário são transportados principalmente celulose, toras e insumos para a indústria florestal. Além disso, projeta-se um crescimento da carga nos próximos anos, incorporando produtos como salmões, frutas e até mesmo mercadorias provenientes da Argentina.
Nesse contexto, a Corma propôs como prioridade incorporar via dupla nos setores de maior demanda, uma solução que permitiria aumentar a capacidade operacional da linha férrea, melhorar a frequência dos serviços, oferecer maior segurança e flexibilidade diante de contingências e assegurar uma convivência eficiente entre trens de passageiros e de carga.
O presidente da Corma Bio Bio e Ñuble, Alejandro Casagrande, salientou que "o desenvolvimento ferroviário é uma oportunidade para impulsionar a competitividade do Bio Bio. A extensão do serviço deve integrar o transporte de passageiros e de carga, porque ambos são essenciais para o desenvolvimento regional. O setor florestal representa cerca de 65% das exportações da região e cerca de 80% dessa produção sai pelos portos do Bio Bio, incluído Coronel. Fortalecer a ferrovia significa contar com uma logística mais eficiente, sustentável e competitiva, especialmente em um cenário de maiores custos e desafios para o comércio exterior".
Por sua vez, o subgerente de Transporte Nacional da CMPC, Andrés Mariánjel, valorizou que "esta mesa nos reúne a todos os geradores de carga e operadores ferroviários e entendemos plenamente a necessidade de melhorar o transporte de pessoas, mas também precisamos assegurar que isso não se transforme em uma limitação para o crescimento das exportações da região e do país".
De acordo com a organização, a visita técnica faz parte de uma mesa de trabalho permanente que a Corma e a EFE desenvolvem para fortalecer o projeto de extensão ferroviária Coronel–Lota, promovendo uma infraestrutura moderna, resiliente e preparada para responder ao crescimento da atividade logística e produtiva do Bio Bio durante as próximas décadas.

