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Um míssil antinavio iraniano provavelmente esteve envolvido em um ataque contra o HMM Namu, operado pela companhia de navegação HMM, no Estreito de Ormuz no início de maio, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul.
Saeed Koozechi, embaixador iraniano na nação asiática, negou a participação do Irã na agressão à embarcação, afirmando que seu país "não teve nenhuma participação" no mesmo.
O ministério fez esta avaliação em uma coletiva de imprensa na qual anunciou o resultado de uma investigação governamental sobre o ataque de 4 de maio contra o navio graneleiro, que provocou um incêndio e danificou a parte inferior do casco de popa.
"Diversas provas apontam para o Irã", sustentou a vice-ministra das Relações Exteriores, Park Yoon-joo, acrescentando que Seul não havia determinado de forma conclusiva quem era o responsável nem se o ataque foi intencional.
A investigação examinou os restos de objetos não identificados que foram encontrados no interior do navio após o ataque. A análise demonstrou que o navio foi atacado duas vezes e, embora a primeira ogiva não tenha explodido, a segunda sim.
Os componentes achados nos restos indicavam que os objetos provavelmente haviam sido fabricados no Irã, segundo informou o ministério.
"Seus motores eram similares aos motores turborreatores fabricados no Irã", disse Park, assinalando que um componente tinha marcas que pareciam ser utilizadas por um fabricante iraniano.
Segundo Park, as ogivas se assemelhavam às utilizadas nos mísseis antinavio iranianos Noor ou Qader. A Coreia do Sul convocou o embaixador iraniano para compartilhar os resultados da investigação e transmitir-lhe uma mensagem de protesto.
O Presidente estadunidense, Donald Trump, indicou pouco depois do incidente que o Irã havia disparado contra o navio sul-coreano e instou Seul a se unir aos esforços liderados pelos Estados Unidos para garantir a segurança do transporte marítimo através do estreito.
Fonte: portalportuario

