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Altos executivos das principais companhias marítimas globais e grupos industriais destacaram os crescentes desafios operacionais e econômicos enfrentados pelo comércio de mercadorias durante uma reunião realizada com a diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC ou WTO), Ngozi Okonjo-Iweala.
No encontro, eles apontaram que, embora as cadeias de suprimentos globais tenham demonstrado resiliência, os esforços para identificar e utilizar rotas marítimas alternativas diante das interrupções, em particular na região do Golfo e outros pontos críticos, estão elevando os custos para os transportadores e, em última instância, para os consumidores.
Os representantes da indústria indicaram que, embora estivessem se adaptando e inovando, as crescentes limitações de capacidade nas redes de transporte apresentavam sérias dificuldades. Dado que algumas rotas terrestres alternativas e portos já estão saturados, desviar a carga das rotas marítimas impõe significativas limitações e custos cada vez maiores.
De acordo com o relatório da OMC, um executivo destacou a diferença de escala, observando que são necessários cerca de 70 trens de carga para igualar a capacidade de um único navio porta-contêineres.
Os representantes do setor também denunciaram gargalos operacionais, como atrasos alfandegários relacionados à logística multimodal e ao uso de corredores alternativos. Essas limitações, somadas ao aumento dos custos e à incerteza nas rotas, evidenciam a importância de investir na melhoria da infraestrutura portuária e logística em nível global para manter fluxos comerciais eficientes e previsíveis.
Os executivos do setor enfatizaram a importância do respeito às normas e acordos multilaterais, incluindo o princípio de longa data da liberdade de navegação.
A diretora-geral Okonjo-Iweala destacou o papel fundamental do transporte marítimo, que transporta mais de 80% do comércio mundial em volume, e fez um apelo para fortalecer a cooperação entre os governos e o setor privado.
Em resposta às preocupações do setor sobre os atrasos alfandegários, a executiva sublinhou a importância da plena aplicação do Acordo sobre Facilitação do Comércio da OMC e outras medidas de facilitação, como a digitalização dos procedimentos alfandegários, a troca oportuna de informações e a moderação no uso de restrições comerciais para apoiar a resiliência e a estabilidade das cadeias de suprimentos.
A diretora-geral encorajou os representantes da indústria a continuar colaborando com a Secretaria da OMC e outras organizações internacionais para destacar os crescentes desafios que enfrentam.
Entre os participantes da reunião estavam altos executivos dos grupos de transporte marítimo e logística MSC, CMA CGM, Cosco Shipping, Hapag-Lloyd, Ocean Network Express (ONE), Evergreen Marine, Yang Ming e China Merchants Energy Shipping, bem como os diretores da Câmara Internacional de Navegação (ICS), da Federação Internacional de Associações de Transitários (Fiata) e do Conselho Mundial de Transporte Marítimo.
Fonte: portalportuario

