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O ex-presidente do Chile e presidente do Conselho de Políticas de Infraestrutura (CPI), Eduardo Frei Ruiz-Tagle, destacou a importância do investimento privado nos terminais portuários do país, no contexto do próximo processo de renovação das concessões das instalações portuárias, cinco das quais terminam em 2030.
No âmbito do seminário InfraChile 2026, organizado pelo CPI, o ex-mandatário comentou ao PortalPortuario que "o mais importante é que, entre o final deste ano e os próximos dois ou três anos, as concessões vencem. Os 12 portos foram concedidos na sua época, a Lei nunca mudou e continuam no mesmo status. Inclusive, o Governo falou em ter uma única empresa, em vez de ter 12, mas essa é uma decisão do Governo para evitar a burocracia".
"A questão dos portos será resolvida nestes dois ou três anos, porque o critério fundamental é que os investimentos portuários são feitos pelos privados se não houver recursos do Estado. Isso será decidido quando vierem as licitações, porque aí terá que ser esclarecido que os grandes investimentos nos portos são feitos através das concessões", aprofundou Frei Ruiz-Tagle.
Durante seu discurso ao público presente no seminário, o titular do CPI ressaltou que "a parceria público-privada é a chave para o desenvolvimento dos países. Hoje não há alternativa no mundo senão esta, setor público e privado unidos, enfrentando os grandes desafios e realizando os novos investimentos".
Em sua fala, o ex-presidente da República também enfatizou a importância da ferrovia como meio para movimentar mercadorias de e para os portos, destacando a pouca quantidade de instalações marítimas que contam com acessos ferroviários.
"Quantos portos chilenos temos com entrada de ferrovias para a carga? Ou continuamos com portos como o de San Antonio, que quer ser um porto maior e tem 3 mil caminhões por dia totalmente colapsados e estradas congestionadas. Há poucos portos no Chile que têm ferrovia, talvez o de Mejillones; não funcionam sem isso", afirmou Frei.
Da mesma forma, o presidente do Conselho de Políticas de Infraestrutura mencionou as obras do futuro Corredor Bioceânico que conectará os terminais marítimos do Atlântico no Brasil com os do Pacífico no norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina. O responsável pela entidade comentou a integração da Bolívia e do Uruguai ao eixo logístico interoceânico rodoviário.
"Venho do Brasil, lá estivemos olhando a nova construção da rota Bioceânica que parte de Santos e termina nos portos chilenos, uma obra que começou há mais de 20 anos e será inaugurada no final deste ano. 3.400 quilômetros para unir Santos com Paraguai, Argentina, Chile e, além disso, depois virão Bolívia e Uruguai, que são os que faltam para chegar a acessar os mercados da Ásia-Pacífico", expressou Eduardo Frei Ruiz-Tagle.

