• 4 min de lectura
• 4 min de lectura

A presença de uma mancha oleosa na Baía de Manzanillo mobilizou autoridades marítimas, portuárias, ambientais e a Petróleos Mexicanos (Pemex), que mantêm uma investigação para determinar a origem do hidrocarboneto detectado em 2 de junho nas imediações do cais turístico e do Terminal Marítimo da empresa produtiva do Estado.
De acordo com a Secretaria da Marinha (Semar), a contingência resultou na ativação do Plano Local de Contingências para Derramamentos de Hidrocarbonetos e Substâncias Nocivas Potencialmente Perigosas nas Zonas Marinhas Mexicanas, depois que a Administração do Sistema Portuário Nacional (Asipona) Manzanillo relatou a presença do contaminante em águas próximas ao centro histórico da cidade.
As primeiras inspeções realizadas por pessoal especializado permitiram identificar "manchas dispersas de iridescência superficial na água", as quais se concentraram ao redor das barreiras perimetrais do Terminal Marítimo da Pemex, situação que desencadeou a aplicação dos protocolos de resposta para conter uma possível afetação ambiental.
Como parte das ações de emergência, a Semar implantou uma operação conjunta com a Força Naval do Pacífico, a Décima Quarta Zona Naval e a Asipona Manzanillo para realizar trabalhos de limpeza e determinar se a presença do hidrocarboneto obedecia a um evento isolado ou a uma fonte contínua de contaminação. A resposta incluiu a implantação de 200 metros de barreiras de contenção a partir do navio "Comala" da Marinha do México, com apoio de um rebocador, duas embarcações Defender da Estação Naval de Busca, Resgate e Vigilância Marítima (ENSAR) e uma embarcação tipo Go Fast.
A estas ações somou-se a Asipona Manzanillo com a instalação de 270 metros adicionais de barreiras como suporte estrutural para os trabalhos de contenção, além de outros 450 metros colocados no Terminal Marítimo da Pemex. A autoridade naval precisou que os trabalhos de limpeza e recuperação do hidrocarboneto continuam, com o objetivo de evitar ou mitigar danos ao ecossistema marinho.
Enquanto as tarefas de contenção na água avançavam, a Pemex informou que mantém uma coordenação interinstitucional para contribuir com a identificação da origem da mancha oleosa. A empresa assinalou que pessoal da Guarda Marítima Federal, Asipona Manzanillo, a Secretaria da Marinha e a própria petrolífera realizaram percursos de verificação em cais, dutos de praia e instalações do terminal marítimo.
Como resultado das inspeções realizadas nos dias 2 e 3 de junho, a Pemex assegurou que "as instalações operam em condições normais e sem evidência de afetações ou incidentes associados ao evento", descartando até o momento indícios que vinculem diretamente a contingência a uma falha visível em sua infraestrutura.
A empresa também informou que mantém uma coordenação permanente com a Secretaria da Marinha, Asipona Manzanillo e outras autoridades competentes para dar seguimento às investigações. Além disso, anunciou uma nova inspeção de dutos com participação da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semarnat), a Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente (Profepa), Asipona e Proteção Civil, como parte das ações para esclarecer a origem do hidrocarboneto.
Em seu posicionamento, a Pemex reiterou "seu compromisso com a proteção do meio ambiente, a segurança de suas operações e a atenção oportuna de qualquer situação que pudesse representar um risco para as comunidades e ecossistemas onde desenvolve suas atividades", enquanto as investigações continuam.
Por sua vez, a Secretaria da Marinha destacou que o propósito central da ativação do plano de contingência é "estabelecer as ações para a contenção e recuperação do hidrocarboneto derramado no mar no menor tempo possível para evitar ou mitigar os danos e a contaminação ao meio ambiente marinho". Nesse sentido, a dependência reafirmou seu compromisso com a proteção do ambiente marinho e a segurança das atividades portuárias, em uma contingência que mantém as autoridades sob observação enquanto se determina a origem da substância que chegou às águas da Baía de Manzanillo.

