• 4 min de lectura
• 4 min de lectura

O Comitê Intergremial e Interempresarial de Buenaventura conseguiu avançar em um acordo para aliviar o congestionamento que ocorre nas estradas e acessos à zona portuária.
A entidade assinou o pacto com o Ministério dos Transportes da Colômbia, a Agência Nacional de Infraestrutura (ANI), a Superintendência de Transportes, a Secretaria de Trânsito e Mobilidade Distrital, a concessionária Unión Vial Camino del Pacífico, terminais portuários, associações de transportadores, a Câmara de Comércio de Buenaventura e representantes do setor empresarial.
Na ocasião, consolidou-se a ideia de construir um plano de choque para atender à emergência enquanto se avança em direção a soluções estruturais.
"Além da troca de posições sobre as causas do congestionamento, o principal resultado foi alcançar um consenso entre atores que historicamente abordaram a problemática de diferentes perspectivas, permitindo passar do diagnóstico para a definição de medidas concretas para recuperar a mobilidade do corredor portuário", indicou o CIB.
O presidente do Conselho Diretor do Comitê Intergremial e Interempresarial de Buenaventura, Franklin Ruíz Palacios, fez um apelo para mudar a forma como historicamente essa problemática tem sido abordada.
"Aqui, nenhum de nós é completamente alheio a esta situação. Todos fazemos parte da operação da infraestrutura viária e portuária de Buenaventura e todos temos algum grau de responsabilidade. Se continuarmos nos reunindo apenas para apontar culpados, o problema continuará exatamente o mesmo", disse.
Ruíz Palacios explicou que a crise atual responde a uma conjuntura que supera um único ator e lembrou que Buenaventura movimenta diariamente cerca de 5.000 veículos, razão pela qual qualquer interrupção do corredor gera um efeito acumulativo que pode levar entre três e quatro dias para se normalizar, mesmo quando o bloqueio tenha durado apenas algumas horas.
O presidente do CIB também alertou que a pressão sobre a infraestrutura continuará aumentando devido ao crescimento sustentado do comércio exterior colombiano.
"Buenaventura continuará crescendo entre 10% e 12% anualmente no movimento de carga. Os terminais portuários têm capacidade para responder, mas a infraestrutura viária e logística complementar precisa evoluir no mesmo ritmo. Essa é a discussão de fundo que, como país, devemos assumir", afirmou.
Da mesma forma, o dirigente fez um apelo para que cada instituição exerça plenamente as responsabilidades que lhe correspondem.
"A concessionária deve executar as obras com eficiência; o Ministério dos Transportes, a ANI e as autoridades de trânsito devem coordenar as ações necessárias para minimizar os impactos; e o setor privado também deve continuar contribuindo com soluções. Somente trabalhando juntos poderemos superar esta conjuntura", expressou.
Após a reunião, foi definida uma rota de ação imediata para reduzir o congestionamento enquanto a intervenção viária continua. Nesse sentido, foi acordado suspender temporariamente as obras no setor de La Caucana durante a sexta-feira e o sábado, após reabilitar novamente a passagem de veículos, e retomar os trabalhos no domingo com o objetivo de concluir a intervenção do ponto antes de avançar para as próximas frentes de obra.
Também foi estabelecido manter um monitoramento permanente do comportamento da mobilidade e da operação logística do corredor, reforçar a coordenação entre a concessionária, as autoridades de trânsito e os atores portuários para atender imediatamente a qualquer nova contingência, e continuar desenvolvendo mesas técnicas que permitam definir soluções estruturais para o acesso ao principal porto do Pacífico colombiano.
Do Comitê Intergremial e Interempresarial de Buenaventura destacou-se que a maior conquista deste dia foi ter conseguido que todas as entidades com incidência direta sobre a mobilidade do corredor participassem de uma mesma conversa para construir soluções conjuntas.
Governo Nacional, autoridades locais, concessionária, terminais portuários, associações de transportadores, comerciantes e empresários concordaram que a única maneira de enfrentar os desafios atuais é por meio de uma coordenação permanente e decisões articuladas que privilegiem o interesse geral sobre as diferenças setoriais.

