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O Gabinete Logístico do Governo do Panamá realizou sua sexta sessão ordinária, sob a direção do presidente panamenho, José Raúl Mulino, onde foi definido o caminho a seguir para a otimização operacional e a modernização da infraestrutura portuária presente no país centro-americano.
Durante a reunião, as autoridades das instituições públicas que compõem o Gabinete Logístico compartilharam a visão da administração com os diretores e gerentes dos portos do país, e com presidentes de associações do setor marítimo.
Na sessão, organizada pela Secretaria de Assuntos Econômicos e Competitividade, foram apresentados os resultados de uma missão de trabalho aos portos de Roterdã, nos Países Baixos, e de Antuérpia, na Bélgica.
A missão, que teve como propósito conhecer as melhores práticas e adaptá-las ao Panamá, foi composta pelo ministro para Assuntos do Canal, José Ramón Icaza; o administrador da Autoridade Marítima do Panamá, Luis Roquebert; o administrador da Autoridade de Inovação Governamental, Adolfo Fábrega; o assessor Alberto Alemán Zubieta; e Hedmond Ríos, em representação da Secretaria de Assuntos Econômicos e Competitividade, entidade que coordena esses esforços através do Gabinete Logístico.
Como resultado, a Autoridade Marítima do Panamá assinou um acordo de cooperação com o Porto de Antuérpia para capacitar funcionários panamenhos e receber assessoria no desenvolvimento de um Sistema de Comunidade Portuária, uma plataforma digital que conectará todos os atores envolvidos no trânsito de carga pelos portos, com o objetivo de agilizar trâmites e reduzir custos.
"Agradeço à Bélgica e aos Países Baixos pela sua disposição em colaborar, e peço aos seus embaixadores que transmitam a minha mensagem", expressou o presidente Mulino, que manifestou sua satisfação com o acordo, dado que será de grande utilidade para harmonizar a rede portuária nacional.
"Os portos de Roterdã e de Antuérpia estão em países diferentes, mas funcionam como se fossem um único porto, o que é um grande ensinamento para nós", ressaltou Mulino.
Enquanto isso, a diretora da Autoridade Nacional de Alfândegas, Soraya Valdivieso, apresentou os avanços da Declaração de Exportação, uma nova ferramenta que entrará em funcionamento em 10 de agosto e que permitirá rastrear a mercadoria que transita pelo país, fortalecendo a transparência e o controle.
A Declaração de Reexportação é o documento que registra junto à Autoridade Nacional de Alfândegas a saída para o exterior de mercadorias ingressadas sob um regime aduaneiro especial e não nacionalizadas. Este permite identificar, controlar e rastrear as operações de reexportação, garantindo o cumprimento da normativa aduaneira vigente.
Com isso, o Panamá poderá prevenir atividades ilícitas como a lavagem de dinheiro, proteger sua reputação internacional e evitar ser incluído em "listas cinzentas".
A ferramenta foi desenvolvida em conjunto com várias instituições do Estado e usuários da Zona Livre de Colón, e cerca de mil e quinhentas pessoas já foram capacitadas para utilizá-la.
E o ministro de Obras Públicas, José Luis Andrade, informou sobre o avanço do projeto de reconstrução da avenida Randolph, eixo considerado via chave para conectar os portos com as principais zonas de atividade comercial da cidade.

