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O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (SENASA) realizou tarefas de vigilância epidemiológica em javalis no âmbito do Segundo Encontro Provincial do Torneio Cinegético de Espécies Exóticas Invasoras, desenvolvido na cidade de Villaguay, Entre Ríos.
A intervenção oficial incluiu a coleta de amostras para análises laboratoriais, a difusão de diretrizes de prevenção sanitária sobre zoonoses e a articulação com atores locais vinculados à atividade.

Durante a jornada, profissionais da Coordenação de Sanidade Animal do Centro Regional Entre Ríos do SENASA coletaram amostras de tonsila e músculo dos exemplares caçados. O material foi remetido ao Laboratório Nacional do Organismo em Martínez, província de Buenos Aires, com o objetivo de contribuir para o monitoramento do estado sanitário das populações de javalis e favorecer a detecção oportuna de doenças de importância sanitária, produtiva e para a saúde pública.
Entre as doenças sob vigilância encontram-se as pestes suínas clássica e africana, a doença de Aujeszky e a triquinose. Nesse sentido, o organismo nacional desenvolve ações de monitoramento sobre a fauna silvestre, com especial atenção no javali, considerado uma espécie exótica invasora de relevância sanitária, produtiva e ecológica.
No âmbito do encontro, técnicos do SENASA proferiram uma palestra sobre triquinose, destacando a importância de adotar medidas de prevenção durante a manipulação e o consumo de carne de javali. Foi lembrado que esta doença parasitária pode ser transmitida às pessoas mediante o consumo de carne insuficientemente cozida ou produtos derivados (linguiças, salames, embutidos, etc.) de animais infectados, como porcos, javalis e pumas.
Além disso, foi explicado que a triquinose é causada pelo parasita Trichinella spp., o qual se aloja nos músculos de porcos e animais silvestres, e que para prevenir esta zoonose é fundamental analisar a carne dos animais caçados mediante a técnica de Digestão Artificial, principalmente para quem elabora alimentos.

O SENASA também prestou assistência técnica, supervisionou a correta coleta e acondicionamento das amostras e acompanhou o cumprimento dos protocolos sanitários vigentes. Essas ações fazem parte das estratégias de vigilância epidemiológica ativa em fauna silvestre, orientadas a antecipar riscos e fornecer informações para a prevenção e o controle de doenças.
A participação do Organismo permitiu fortalecer a articulação entre caçadores habilitados, autoridades locais, profissionais veterinários e instituições nacionais, promovendo práticas cinegéticas responsáveis e gerando consciência sobre a importância da prevenção, detecção e controle de doenças que afetam tanto a sanidade animal quanto a saúde das pessoas.

