• 3 min de lectura
• 3 min de lectura

No âmbito do alerta sanitário para prevenir a entrada do pequeno besouro das colmeias (PBC) no país, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (SENASA) realiza a análise de espécimes suspeitos para manter a Argentina livre desta praga que ataca as colmeias.Após os monitoramentos e a notificação de suspeitas realizadas por particulares, o Laboratório Nacional do SENASA analisa as amostras correspondentes, cujos diagnósticos —até o momento— têm apresentado resultados negativos para a presença do PBC.
O Organismo nacional mantém o estado de alerta contínuo: realiza controles nas fronteiras e monitora, por meio de sua Rede de vigilância apícola ativa, os locais de possível entrada da praga, com o fim de tomar rapidamente medidas sanitárias diante de uma eventual detecção da praga.Devido ao risco sanitário, os apicultores devem revisar periodicamente suas colmeias e, diante de uma suspeita do PBC, notificar imediatamente o SENASA, coletar os espécimes em questão e colocá-los em um frasco com álcool entre 70 e 96%. Além disso, não deverão ser realizados movimentos de colmeias até ter um diagnóstico definitivo, o qual será devidamente informado pelo Laboratório Nacional do Serviço.A amostra deve ser enviada em um recipiente hermético que contenha álcool para que o inseto não se decomponha e, além disso, chegar rotulada ou etiquetada preferencialmente a lápis ou tinta de impressora, a fim de evitar que entre em contato com o álcool e a informação se perca.Após receber a amostra no Laboratório, os profissionais do SENASA observam a morfologia do inseto por meio de um microscópio estereoscópico e a comparam com as descrições da praga e espécimes de referência. Essa base permite diagnosticar se trata-se de um inseto positivo ou negativo para o PBC.
O resultado, em geral, é obtido em um ou dois dias e é comunicado imediatamente ao Programa Nacional de Sanidade Apícola do Organismo, dado que a praga é considerada prioritária pelo impacto que sua entrada no país poderia trazer.##### PBCO nome científico do pequeno besouro das colmeias é Aethina tumida (Murray, 1867) um besouro de origem africana que parasita as colmeias de abelhas e pode provocar danos severos. Em sua fase adulta pode voar mais de 10 quilômetros em busca de colmeias ou enxames naturais instalados, atraído por seus odores.Alimenta-se principalmente de mel, pólen e cria, embora em sua ausência possa recorrer a certas frutas como fonte alternativa de alimento.Na fase larval, contêm uma levedura no intestino que elimina com as fezes o que produz a fermentação do mel gerando um leve aroma cítrico. O mel fermentado não é utilizado pelas abelhas, que abandonam essas áreas do favo, deixando ao PBC a oportunidade de se reproduzir e provocar o colapso da colmeia (fase “gusanera”).##### Alerta sanitárioO PBC é uma praga ausente na Argentina, mas presente em países vizinhos. Por isso, desde 2016, o SENASA mantém o alerta sanitário disposto por meio de sua Resolução N° 302/16, pelo alto risco epidemiológico que representam os achados da praga no Brasil, Bolívia e Paraguai.
Sua introdução poderia ocasionar graves danos produtivos e comerciais à cadeia apícola e à exportação de mel, atividade na qual nosso país se posiciona como um dos principais referentes no mundo.

