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Nesta terça-feira (22), quando se celebra o Dia Mundial Sem Carro, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, destaca o aumento na participação no serviço de ônibus fretado oferecido aos funcionários desde o início de 2025. O número de passageiros passou de 264 no primeiro mês de operação para uma média mensal de 388 usuários no primeiro semestre de 2026, o que representa um crescimento de 47%.
Com rotas entre a TCP, o Terminal Rodoviário Municipal e o Terminal Urbano de Paranaguá, o serviço foi criado a partir de uma demanda dos próprios funcionários e oferece uma alternativa para quem utilizava carros, motos ou outros meios de transporte para chegar ao trabalho. Além de proporcionar maior conforto e segurança nos deslocamentos, a iniciativa contribui para reduzir a circulação de veículos particulares e, consequentemente, as emissões de gases de efeito estufa associadas ao trajeto.
Desde a sua implementação, o serviço também tem sido aprimorado a partir de pesquisas de satisfação realizadas entre os funcionários. Entre as mudanças estão ajustes nos pontos de embarque e desembarque, a adaptação dos horários às mudanças de turno e a disponibilidade de vans em períodos específicos.
"Quando pensamos em descarbonização, devemos considerar diferentes possibilidades para reduzir as emissões, incluindo a forma como as pessoas se deslocam para o trabalho. O serviço de transporte fretado surgiu também a partir de uma demanda de nossos colaboradores e oferece benefícios ambientais, de segurança e de qualidade de vida. O aumento na participação demonstra que conseguimos oferecer uma alternativa que faz sentido para quem utiliza o serviço", afirma Kayo Zaiats, superintendente de Meio Ambiente da TCP.
A eletrificação avança dentro do Terminal
A mobilidade dos funcionários é uma das frentes da agenda de redução de emissões da TCP, signatária do Pacto Global das Nações Unidas desde 2016. Dentro dos 480 mil metros quadrados do pátio do terminal, a empresa já utiliza dois ônibus elétricos. A iniciativa reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa no transporte interno dos mais de 1.600 funcionários.
A eletrificação também avança nos equipamentos encarregados da movimentação de contêineres no pátio de operações. Das 40 pontes rolantes RTG da TCP, três já foram convertidas de diesel para energia elétrica, uma mudança que reduziu as emissões de CO₂ em 771 toneladas por ano. A previsão é eletrificar os outros 37 equipamentos até 2028. A empresa também prevê a aquisição de novos equipamentos elétricos para o mesmo período, em consonância com o crescimento da operação.
"A descarbonização é um processo contínuo e deve andar de mãos dadas com o desenvolvimento da operação. A eletrificação dos equipamentos é uma das principais frentes dessa estratégia e permite avançar na redução de emissões ao mesmo tempo em que preparamos o terminal para acomodar o crescimento do tráfego nos próximos anos", explica Zaiats.
A eficiência energética também atingiu um novo marco em 2025, quando a TCP se tornou o primeiro terminal portuário do Brasil a obter a certificação ISO 50001, uma norma internacional focada na gestão e melhoria contínua do desempenho energético. A empresa também utiliza energia elétrica proveniente de fontes 100% renováveis, cuja origem é certificada pelo Certificado Internacional de Energia Renovável (I-REC).