
Alfa Laval compra a norueguesa NAVTOR por US$ 700 milhões
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Alfa Laval, grupo industrial sueco sediado em Lund, firmou um acordo definitivo para adquirir, em uma operação totalmente em dinheiro, a NAVTOR AS, especialista norueguesa em software marítimo, por US$ 700 milhões. A companhia classificou a operação como uma das transações mais significativas de sua história e informou que a NAVTOR passará a integrar sua divisão Ocean, onde sua plataforma será consolidada junto à StormGeo e à Portchain para oferecer soluções digitais de frota que abrangem navegação, desempenho de navios, otimização de rotas e operações portuárias.
O valor equivale a 6.850 milhões de coroas suecas e o fechamento da transação está previsto para o primeiro trimestre de 2027, sujeito às aprovações regulatórias habituais. A Alfa Laval informou que a compra será financiada com uma combinação de caixa próprio e seus programas de financiamento já existentes, e que no curto prazo será neutra para a margem do grupo.
Uma estratégia digital em expansão
A operação se soma ao avanço em software marítimo que a Alfa Laval vem construindo desde a compra da StormGeo, especialista em roteamento meteorológico e otimização de viagens, por 3.630 milhões de coroas norueguesas em 2021. Esse processo se acelerou na semana passada, quando a StormGeo adquiriu a Portchain, de Copenhague, cuja rede conecta armadores a mais de 200 terminais de contêineres que representam mais de 40% da capacidade portuária mundial, tecnologia que está sendo combinada com as ferramentas de otimização de viagens da StormGeo.
Questões de conformidade
A Alfa Laval informou que, após uma revisão interna recente, a NAVTOR identificou e reportou determinadas questões de conformidade, o que levou ao reforço de seu programa de controle interno. O grupo sueco afirmou ter adotado medidas para se proteger de responsabilidades anteriores à aquisição vinculadas a essas questões, embora a Seatrade Maritime tenha apontado uma diferença entre os comunicados: enquanto a versão em inglês fala de uma cobertura diferida, a versão em sueco sustenta que a proteção ficou assegurada dentro da estrutura da transação. O CEO Tom Erixon expressou confiança de que os problemas serão resolvidos.
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