
AMSA proíbe por 90 dias o graneleiro Wooyang Venus por falsificação de registros
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A Autoridade Marítima Australiana de Segurança (AMSA) deteve e proibiu por 90 dias a entrada em portos australianos do graneleiro Wooyang Venus, de bandeira das Ilhas Marshall, depois que seus inspetores detectaram que os registros de trabalho e descanso da tripulação haviam sido deliberadamente falsificados para encobrir horas de trabalho excessivas.
A inspeção
A constatação ocorreu em 29 de outubro, durante uma inspeção de controle pelo Estado do porto realizada em Newcastle, motivada por uma denúncia apresentada sob a Convenção do Trabalho Marítimo (MLC) 2006. A vistoria constatou que os registros de horas de trabalho e descanso haviam sido adulterados e não refletiam as horas efetivamente trabalhadas pela tripulação a bordo.
Histórico de detenções
Segundo a fonte marinetraffic_maritimenews, trata-se da terceira detenção do navio na Austrália por motivos semelhantes. O navio, construído em 2005, já havia sido detido em agosto de 2026, quando se comprovou que as horas de trabalho e descanso não eram registradas nem monitoradas corretamente, e em dezembro de 2023, quando foram encontradas evidências de registros incorretos de horas de trabalho e descanso.
Declarações da AMSA
A marinetraffic_maritimenews atribuiu as declarações ao Chief Executive da AMSA, que afirmou que falsificar intencionalmente os registros de trabalho e descanso dos marítimos é inaceitável e representa riscos graves para a segurança da tripulação e o meio ambiente marinho. Já o Baird Maritime e o Safety4Sea citaram Greg Witherall, Diretor Executivo de Segurança Marítima e Conformidade Ambiental da AMSA, que afirmou que a falsificação deliberada de registros concebidos para proteger os marítimos é inaceitável e representa um risco significativo para a segurança da tripulação e a proteção do meio ambiente marinho da Austrália. Witherall acrescentou que a má gestão da fadiga pode afetar o julgamento, reduzir o estado de alerta e diminuir os tempos de reação, aumentando a probabilidade de erros durante a navegação e outras tarefas críticas, o que pode resultar em colisões, encalhes e lesões graves.
Base legal da sanção
A AMSA impôs a proibição de 90 dias ao navio de 229 metros de comprimento com base na seção 246 do Navigation Act 2012, invocando a falsificação deliberada de registros, a reiteração de deficiências materialmente semelhantes e as dúvidas sobre a eficácia das disposições de gestão de segurança do armador e do operador do navio.



