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A destruição de estradas e a perda de receita de pedágios na Bolívia, durante os mais de 50 dias de bloqueios de estradas, causaram um dano econômico preliminar de cerca de 21,5 milhões de dólares, informou o ministro de Obras Públicas boliviano, Mauricio Zamora. A autoridade explicou que a Administradora Boliviana de Carreteras (ABC) continua executando as avaliações técnicas e as ações necessárias para restabelecer plenamente as condições de transitabilidade e segurança viária nos trechos afetados. Segundo as avaliações técnicas, a ABC identificou danos em 37 trechos da Rede Rodoviária Fundamental, estimando uma afetação econômica preliminar de 3,1 milhões de dólares, uma perda por conceito de arrecadação de pedágios de 7,5 milhões de dólares e pela destruição da Estação de Pedágio Vilaque–Cocapata, cerca de 916,4 mil dólares. As avaliações técnicas evidenciaram, principalmente, a deterioração acelerada do pavimento asfáltico, a formação de buracos superficiais e profundos, o acúmulo de resíduos sólidos e material sobre a pista, danos à sinalização horizontal e vertical, afetação a elementos de segurança viária e danos localizados em obras de drenagem. Além disso, houve um aumento de deformações superficiais pela permanência prolongada de veículos pesados, pelo que existe a necessidade de executar trabalhos extraordinários de limpeza e reabilitação. Adicionalmente, os bloqueios impediram o normal desenvolvimento das atividades de conservação viária em vários departamentos do país. Foram registradas restrições para o deslocamento de máquinas pesadas, supervisores, engenheiros de monitoramento de trecho, engenheiros responsáveis por trecho e empresas conservadoras, dificultando a execução de atividades de manutenção rotineira e o atendimento de emergências. Por outro lado, o desabastecimento de combustível afetou a operação de equipamentos destinados à conservação viária e limitou a capacidade de resposta institucional. Em numerosos setores não foi possível realizar inspeções técnicas oportunas devido à impossibilidade de acesso aos pontos de bloqueio, situação que atrasou a avaliação de danos e a programação de intervenções, de acordo com informações institucionais.

