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A Organização Marítima Internacional (OMI) está trabalhando com diversos países para retomar a evacuação de centenas de navios e milhares de tripulantes retidos no Estreito de Ormuz, depois que o esforço foi "temporariamente pausado" após o ataque a um porta-contêineres da Evergreen, conforme informou um alto funcionário da agência das Nações Unidas.
Cerca de 115 navios e aproximadamente homens do mar puderam navegar pela via marítima antes que a retirada fosse pausada, de acordo com o secretário-geral da OMI, Arsenio Domínguez, durante uma coletiva de imprensa virtual.
Domínguez destacou que está trabalhando "vigilantemente" com diversas partes e mantendo conversas com vários países - em particular com Omã, Estados Unidos e Irã - "a fim de encontrar as garantias que foram dadas no início, de que os navios não serão atacados", especificou.
"Assim que receber novas confirmações a respeito, estaremos prontos para reiniciar o processo de evacuação", acrescentou, embora tenha dito que não podia precisar um prazo para a retomada.
Por sua vez, Teerã reafirmou seu direito de controlar a navegação na crítica via marítima e advertiu seus vizinhos do Golfo para não se alinharem com Washington.
Enquanto isso, Domínguez observou que seu principal ponto de contato no Irã era com sua autoridade marítima e seu ministério de Relações Exteriores. "Realmente preciso manter o foco positivo de que avanços estão sendo feitos em todo o conflito e que, pelo menos, os navios também estão navegando com segurança", precisou.
O secretário-geral da agência da ONU acrescentou que estão investigando "as razões e a motivação" do ataque ao Ever Lovely.
O plano de evacuação contemplava dois canais para navegar para o exterior através do estreito: seja por águas iranianas no norte ou por águas omanenses no sul.
O denominado Dispositivo de Separação de Tráfego, adotado pela OMI em 1968, estabeleceu faixas de rota através das águas iranianas e omanenses no estreito. Esta seção central, no entanto, não pode ser utilizada atualmente devido à presença do que Domínguez estimou serem cerca de 80 minas explosivas.
"Levará algumas semanas antes que possamos evacuar os pouco mais de 500 navios que ainda precisam ser evacuados. É claro que, quanto mais rápido pudermos retomar as operações, mais rápido poderemos começar a aumentar os números até completar essa evacuação", concluiu Domínguez.

