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Os profissionais de praticagem e pilotagem da Argentina iniciaram seu segundo dia de paralisação nacional. A greve está sendo realizada como forma de protesto à recente reforma do sistema marítimo e fluvial - via decreto - impulsionada pelo governo liderado pelo presidente Javier Milei.
Em específico, a Casa Rosada busca impulsionar a desregulamentação do setor, promovendo "reduzir custos operacionais e permitir a contratação direta de serviços, além de habilitar capitães com experiência a navegar sem a obrigação de dispor de contratos de práticos".
A medida foi qualificada pelos diferentes sindicatos como "inconstitucional" e, em resposta, decidiram paralisar suas atividades em todo o país, afetando as principais rotas comerciais do país, como a Via Navegável Troncal.
Segundo os relatórios oficiais, pelo menos 140 navios foram afetados pelas manifestações, especialmente pelos bloqueios realizados pelos trabalhadores.
Por sua vez, a Prefeitura Naval Argentina tornou público em seu último boletim inicial, a solicitação aos práticos para abandonar qualquer tipo de interrupção nas rotas navegáveis, assinalando que "a todo evento se faz saber que, frente ao descumprimento da presente intimação, será objeto das sanções disciplinares contidas no Anexo I do Decreto Nº 690/26 por ser considerada falta grave a recusa em prestar o serviço, e o julgamento de sua conduta na fase administrativa ficará enquadrado nas previsões do citado Anexo I e do Decreto Nº 37/2025 (REGINAVE), punível com as sanções previstas nos artigos 599.0101 e 599.0102 deste último".
Além disso, na circular foi advertido que "a realização de qualquer ação tendente a facilitar uma medida de força destinada a interromper o serviço de praticagem / pilotagem poderá ser enquadrada nas previsões do Código Penal da Nação Argentina – Delitos contra a segurança do trânsito e dos meios de transporte e de comunicação, sob a figura do Artigo 190, que dispõe: ´Será reprimido com prisão de dois a oito anos, aquele que, sabendo, executar qualquer ato que ponha em perigo a segurança de uma nave, construção flutuante ou aeronave´", encerrou o comunicado.

