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Brasília, 28/09/2026 – A fiscalização do transporte aquaviário exige o acompanhamento recorrente de estruturas, operações e áreas de grandes dimensões ou com acesso limitado. Para apoiar esse trabalho, desde 2019, os drones integram as ferramentas utilizadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) para reunir informações e auxiliar nas atividades de fiscalização e no acompanhamento da infraestrutura portuária.
Na Agência, o uso de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAs) começou a ser testado em 2016, na Unidade Regional de Porto Velho (UREPV), a partir de uma iniciativa do Especialista em Regulação Wescley Sousa. Com um drone de uso particular, ele propôs testar a ferramenta nas ações de fiscalização, e a experiência abriu caminho para a adoção da tecnologia pela ANTAQ. Em 2019, a utilização das RPAs foi oficializada com a realização de um curso para treinamento de pilotos, voltado à correta operação dos equipamentos.
Segundo Sousa, as imagens aéreas trouxeram "um salto qualitativo para atividades fiscalizatórias". A ferramenta facilita a observação de estruturas de difícil acesso, como o topo de armazéns e equipamentos portuários, sem expor fisicamente os fiscais. Os registros também podem auxiliar na medição de áreas, no cálculo de volumetria e na elaboração de modelos tridimensionais das instalações.
Os drones também são utilizados para acompanhar o fluxo de veículos nas vias de acesso aos portos, a ocupação de pátios e a movimentação nos terminais. As imagens produzidas durante os voos integram e subsidiam relatórios e análises elaborados pelos servidores.
Acompanhamento de obras e cooperação técnica
A tecnologia não se restringe às atividades de fiscalização. A Agência também utiliza as aeronaves em outras áreas, como no acompanhamento e na validação do avanço físico de obras de infraestrutura previstas.
E a capacitação para operação dos equipamentos também favorece a integração entre órgãos: nos cursos realizados pela Agência, são reservadas vagas para servidores de instituições parceiras, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Anatel, a Marinha do Brasil e autoridades portuárias. A cooperação também ocorre em outras frentes: a Polícia Federal, por exemplo, eventualmente oferece aos servidores da ANTAQ treinamentos em fotogrametria, mapeamento aéreo e processamento de dados geoespaciais.

