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A Cosco Shipping Ports prevê ativar a segunda etapa de ampliação do porto de Chancay quando o terminal atingir um milhão de contêineres movimentados, explicou José Ignacio de Romaña, diretor da Cosco Shipping Ports Chancay Peru, durante a ExpoMina 2026, realizada em Lima.
A expansão contempla a incorporação de 11 berços de atracação adicionais, com o que o terminal passaria de quatro para um total de 15. Segundo De Romaña, a capacidade operacional será ajustada conforme aumentem os volumes de carga e a demanda pelos serviços do porto.
Durante o último ano, o terminal movimentou 342.000 contêineres e 1,2 milhão de toneladas de carga solta, de acordo com o que foi indicado pela companhia. Para o final de 2026, a projeção é atingir 500.000 contêineres movimentados.
A Cosco Shipping Ports continuará questionando a intervenção do Organismo Supervisor do Investimento em Infraestrutura de Transporte de Uso Público (Ositrán) no porto de Chancay, apontou ainda De Romaña.
Segundo reportou o Perú Retail, o executivo assinalou que a companhia considera que as atribuições do regulador deveriam concentrar-se na supervisão de ativos estatais entregues em concessão. Segundo explicou, o porto de Chancay foi construído com capital privado e, sob a interpretação da companhia, Ositrán só teria competência na ausência de condições competitivas.
De Romaña sustentou que a companhia manterá seus questionamentos até que, a seu ver, seja aplicado o estabelecido na legislação.
Nesse cenário, o executivo advertiu que a regulamentação da Ositrán poderia gerar maiores custos para os importadores, que eventualmente repassariam esse impacto aos consumidores. "Se a norma ou a lei diz que se tem que pagar a Ositrán, há prejuízo porque [o regulador] cobra até 1% das vendas […] Em Chancay, cobrar 1% a mais por todos os bens que são importados e exportados é um prejuízo para todos os peruanos", sustentou.
O representante da Cosco Shipping Ports explicou que, antes da entrada em operação de Chancay, algumas companhias transportavam seus insumos do porto de Callao para destinos como Huaral.
Com a localização do novo terminal dentro dessa rota, determinados importadores começaram a considerar os serviços de Chancay como uma alternativa. Nesse contexto, De Romaña afirmou que existe concorrência entre ambos os portos.

