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A Autoridade Portuária Nacional prevê que, num prazo de 4 a 5 anos, o projeto terá uma infraestrutura básica.
A construção do porto Corío, em Arequipa, contempla um investimento inicial de 650 milhões de dólares, conforme informado pelo diretor de Planejamento e Estudos Econômicos da Autoridade Portuária Nacional (APN), Eusebio Vega, após a aprovação do Plano Diretor do projeto em 3 de setembro.
Vega explicou que esta primeira etapa compreende a construção de dois berços: um cais para carga geral e outro para carga sólida; além dos estudos de engenharia e impacto ambiental necessários. Para isso, estima-se um investimento de 650 milhões de dólares.
Além disso, o plano contempla duas fases adicionais: uma segunda etapa com a ampliação do terminal por meio de um novo berço para carga agrícola e sólida, caso a demanda justifique; e uma terceira etapa com um terceiro berço destinado ao mesmo tipo de carga.
No entanto, o funcionário advertiu que o projeto enfrenta desafios de conectividade. Por isso, anunciou que, diante da falta de acessos à Panamericana Sur e à fronteira, serão realizadas obras não apenas viárias, mas também para gerar fornecimento de energia e água e saneamento de terrenos. Embora haja mais de 30.000 hectares disponíveis na área, Eusebio Vega afirmou que apenas 200 ha são necessários.
"Mas há outros projetos vinculados ao porto, como a indústria petroquímica, a questão do hidrogênio verde e zonas econômicas especiais privadas, etc., que poderiam gerar carga também para o futuro projeto", afirmou Vega em Andina.
Apesar de algumas situações adversas, Vega estimou que, se as atividades avançarem paralelamente, em um prazo de quatro ou cinco anos, uma infraestrutura básica poderá ser estabelecida.
Ele lembrou que o Plano Diretor já foi aprovado e agora será encaminhado ao Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) para sua inclusão no relatório multianual de Associações Público-Privadas (APP), passo prévio para incumbir a ProInversión da estruturação e promoção do projeto.
O funcionário adiantou que um projeto dessa natureza pode ser desenvolvido em aproximadamente sete a 10 anos.
Nessa linha, o titular do MTC, Rafael Rey Rey, classificou o Plano Diretor como um instrumento de planejamento e gestão do sistema portuário do país. "O projeto contempla três etapas iniciais: a construção de cais especializados e quebra-mares para aproveitar as vantagens das profundidades das ondas, estudos técnicos aprofundados para precisar os investimentos necessários e, finalmente, formalizar a convocação de associações públicas e privadas que queiram explorar", acrescentou.

