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A Administração do Sistema Portuário Nacional (Asipona) Manzanillo veio a público para desmentir as versões que apontavam para o suposto início de trabalhos de dragagem na Lagoa de Cuyutlán como parte do projeto do Novo Porto de Manzanillo, assegurando que qualquer obra vinculada a essa infraestrutura começará somente quando todas as autorizações ambientais correspondentes forem obtidas, incluindo a aprovação da Manifestação de Impacto Ambiental Regional (MIA-R).
O posicionamento ocorre depois que a revista Proceso publicou informações no fim de semana que indicavam o suposto início de atividades de dragagem no corpo d'água sem ainda possuir as licenças ambientais federais, situação que gerou questionamentos sobre o desenvolvimento do megaprojeto portuário impulsionado em Manzanillo.
Diante disso, a autoridade portuária negou que atualmente estejam sendo realizados trabalhos de dragagem na lagoa e sustentou que as versões que afirmam já existirem intervenções diretamente relacionadas ao Novo Porto de Manzanillo carecem de fundamento.
A administração portuária esclareceu que os movimentos de máquinas e equipamentos observados na área correspondem exclusivamente a trabalhos autorizados de limpeza e manutenção do canal de acesso, atividades para as quais, garantiu, existem licenças emitidas pelas autoridades competentes.
Com isso, o terminal marítimo buscou diferenciar os trabalhos de conservação operacional que estão sendo desenvolvidos atualmente na área portuária das obras estruturais associadas ao projeto de expansão na Lagoa de Cuyutlán, um dos desenvolvimentos estratégicos mais relevantes para o sistema portuário mexicano nos próximos anos.
A Secretaria da Marinha, órgão sob o qual a Asipona Manzanillo opera, reiterou ainda seu compromisso com o cumprimento da legislação ambiental e sustentou que as atividades vinculadas ao Novo Porto avançarão unicamente sob o arcabouço regulatório estabelecido pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais.
O projeto do Novo Porto de Manzanillo contempla o desenvolvimento de nova infraestrutura logística e marítima na Lagoa de Cuyutlán para ampliar a capacidade operacional do principal porto de contêineres do país, que em 2025 movimentou três milhões 893 mil 357 TEU (contêineres de 20 pés), embora o avanço do projeto tenha sido acompanhado de atenção pública e ambiental devido à sensibilidade ecológica da área onde se pretende desenvolver a expansão.
Finalmente, a autoridade portuária fez um apelo à comunidade portuária e à população para que se mantenham informados através dos canais oficiais da Secretaria da Marinha e da Asipona Manzanillo, além de evitar a disseminação de informações não verificadas sobre o projeto.

