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A Autoridade Marítima do Panamá (AMP) está a avançar na renovação da Estratégia Marítima Nacional (EMN), definindo um roteiro que concretize a liderança do país como plataforma logística internacional com visão de Estado.
O objetivo é ter um documento de planificação e gestão que oriente prioridades, articule responsabilidades, fortaleça a coordenação institucional e estabeleça mecanismos de acompanhamento com resultados mensuráveis.
A primeira etapa do processo, desenvolvida com o apoio técnico do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), contempla a revisão histórica e jurídica da estratégia, a análise comparativa de experiências internacionais e a avaliação das principais tendências que estão a transformar a indústria marítima.
A EMN permitirá identificar os desafios e oportunidades que o Panamá enfrenta e definir as áreas com maior potencial para o desenvolvimento nacional.
Entre os fatores estratégicos em análise destacam-se a geopolítica e o comércio mundial, as cadeias de abastecimento, as alterações climáticas e a resiliência, a descarbonização, a digitalização e cibersegurança, a transformação dos mercados marítimos, o capital humano, o futuro do trabalho e a governação institucional.
Além disso, propõe-se uma visão integral da relação entre atividade marítima, conectividade, logística e território, incorporando elementos como a integração do hinterland (zona de influência comercial dos portos), a multimodalidade, o transporte marítimo de curta distância, a conectividade marítima e o fortalecimento das cadeias produtivas.
Segundo a AMP, a elaboração do documento requer uma visão partilhada entre o setor público e privado, a academia, as associações e os demais atores ligados ao setor marítimo e logístico, a fim de alinhar capacidades, identificar oportunidades e construir soluções.
A nova EMN busca integrar os principais ativos do Panamá, incorporando o Canal, portos, registo de navios, serviços logísticos, conectividade e talento humano sob uma visão de desenvolvimento unificada. O desafio é transformar estas vantagens em investimento, emprego, inovação, competitividade e sustentabilidade, baseando o papel do país na economia marítima global e assegurando benefícios tangíveis para a população.

